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Vídeo mostra atual congressista a confrontar sobrevivente de Parkland

Marjorie Taylor Greene, congressista republicana conhecida por apoiar o Qanon, perseguiu e confrontou David Hogg quando este foi ao Capitólio em 2019. Greene considera que o tiroteio na escola de Parkland, que fez 17 vítimas mortais, foi uma operação fabricada.

Um vídeo de Marjorie Taylor Greene, eleita congressista nas eleições de 3 de novembro do ano passado nos Estados Unidos, a perseguir e confrontar um dos sobreviventes do tiroteio na escola de Parkland, na Flórida, com teorias da conspiração tornou-se viral.

O vídeo data de março de 2019, quando David Hogg se deslocou ao Capitólio, em Washington DC. Após o tiroteio de Parkland, David Hogg e outros sobreviventes tornaram-se ativistas pelo controlo de armas nos Estados Unidos.

No vídeo, Marjorie Taylor Greene segue Hogg e faz-lhe diversas perguntas relacionadas com o controlo das armas e sobre como Hogg conseguiu agendar reuniões com senadores.

“Porque estás a usar miúdos como uma barreira tua? Não sabes defender a tua posição? Eu tenho uma arma, tenho uma licença, ando com uma arma para minha proteção e tu estás a usar o teu lobby e o dinheiro por trás desse lobby, e os miúdos, para me tentares tirar os direitos conferidos pela segunda emenda”, disse Marjorie Taylor Greene.

Hogg continuou a andar e nunca respondeu a Greene, que o chamou de “cobarde” e alegou que o seu ativismo era financiado pelo multimilionário filantropo, George Soros, uma vítima frequente de teorias da conspiração.

Face ao impacto que o vídeo está a ter nos Estados Unidos, e tendo em conta que Greene é agora congressista, a republicana reagiu e enviou um comunicado à CNN, no qual afirma que naquela altura estava em Washington “a ir de gabinete em gabinete no Senado para se opor à agenda radical de controlo de armas que David Hogg estava a pressionar”.

Mas o vídeo está a ser acompanhado de publicações antigas e controversas de Greene nas redes sociais. O tiroteio de Parkland provocou a morte a 17 pessoas e mais de uma dúzia ficaram feridas, mas para a congressista, que apoia o QAnon e as suas teorias da conspiração, não passou de uma operação ‘false flag’, uma operação fabricada.

O vídeo surgiu um dia depois de a CNN ter avançado que Greene repetidamente mostrou o seu apoio nas redes sociais nos anos de 2018 e 2019 pela execução de figuras proeminentes do Partido Democrata. Em resposta a uma questão sobre se Barack Obama e Hillary Clinton deviam ser enforcados, Greene frisou que “o palco está a ser montado (…) Temos de ser pacientes”.

Fez ainda gostos em comentários que sugeriam que Nancy Pelosi, a atual presidente da Câmara dos Representantes, fosse assassinada e agentes do FBI fossem executados.

Leia Também: Congressista republicana apresenta pedido de destituição de Biden

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