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Primavera Árabe. Datas-chave desde a revolução de 25 de janeiro de 2011

Datas chave no Egito desde a revolta popular ocorrida há 10 anos no âmbito da designada Primavera Árabe e que levou à demissão do presidente Hosni Mubarak após 30 anos no poder.

Primavera Árabe. Datas-chave desde a revolução de 25 de janeiro de 2011
Notícias ao Minuto

08:46 - 24/01/21 por Lusa

Mundo Primavera Árabe

+++ Revolução +++

A 25 de janeiro de 2011, milhares de egípcios desfilam no Cairo, em Alexandria e em numerosas outras cidades para exigir a saída de Hosni Mubarak, no poder desde 1981.

"Pão, liberdade, dignidade", entoam alguns. "Mubarak, rua", gritam outros. Estava lançada a "revolução de 25 de janeiro".

+++ Queda de Mubarak +++

A 01 de fevereiro, mais de um milhão de pessoas manifesta-se em todo o país. Uma maré humana ocupa a praça Tahir (Libertação em árabe), no Cairo, epicentro da contestação.

A 11 de fevereiro, Mubarak demite-se e entrega os poderes ao Conselho Supremos das Forças Armadas, causando uma explosão de alegria.

É o segundo dirigente a ser varrido pela Primavera Árabe, depois do tunisino Zine El Abidine Ben Ali.

A repressão da revolta causou pelo menos 850 mortos

+++ Vitória islamita +++

De novembro de 2011 a janeiro de 2012, decorrem eleições legislativas e os islamitas ganham perto de dois terços dos lugares de deputados, destes pouco mais de um terço cabe à Irmandade Muçulmana.

A 30 de junho de 2012, o candidato da Irmandade Muçulmana Mohamed Morsi torna-se o primeiro Presidente egípcio eleito democraticamente, com 51,73% dos votos. É o primeiro islamita e o primeiro civil a presidir ao país.

Em agosto, afasta o marechal Hussein Tantaui, ministro da Defesa, e substitui-o por Abdel Fatah al-Sissi, chefe das secretas militares.

+++ Morsi destituído +++

Quase um ano depois, a 3 de julho de 2013, Mohamed Morsi é destituído pelo exército, após manifestações em massa.

A 14 de agosto, as forças da ordem lançam um assalto a duas praças do Cairo onde milhares de islamitas estão acampados para exigir o regresso de Morsi. Mais de 800 manifestantes morrem nas horas a seguir ao assalto.

No final de 2013 a Irmandade Muçulmana é declarada ilegal. Milhares de islamitas foram detidos e condenados em julgamentos rápidos. Morsi foi condenado à morte em 2015, pena convertida em prisão perpétua em 2016. Em 2019, num outro julgamento, morreu no tribunal, aos 67 anos.

+++ Al-Sissi no poder +++

A 28 de maio de 2014, Abdel Fatah al-Sissi consegue como previsto uma vitória esmagadora (96,9% dos votos) nas presidenciais, que registam uma abstenção de 53%.

No final de 2015, os egípcios elegem um parlamento que lhe pertence em legislativas sem praticamente candidatos da oposição.

+++ Atentados +++

A 31 de outubro de 2015, os 224 ocupantes de um Airbus russo morreram na queda do aparelho no Sinai, um ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

A 09 de abril de 2017, dois atentados, reivindicados pelo EI, contra igrejas coptas (cristãos egípcios) em Tanta e Alexandria (norte) causam 45 mortos. Desde 2016, os ataques destes 'jihadistas' mataram mais de uma centena de cristãos.

A 24 de novembro de 2017, um atentado contra uma mesquita do Sinai, frequentada por adeptos do sufismo (corrente mística do islão), mata mais de 300 fiéis. O ataque não é reivindicado, mas o EI é o principal suspeito.

Desde 2018, o exército tem em curso uma operação de envergadura contra o EI no norte da península do Sinai.

+++ Al-Sissi reeleito +++

Em março de 2018, Al-Sissi é reeleito (mais de 97% dos votos) num escrutínio em que o seu único adversário era também um dos seus apoiantes mais dedicados.

Em 2019, uma controversa revisão constitucional é aprovada por referendo, permitindo que o segundo mandato de Al-Sissi passe de quatro para seis anos, que terminam em 2024. Ele pode ainda candidatar-se a um terceiro mandato.

+++ "Uma prisão a céu aberto" +++

Em janeiro de 2019, a organização Amnistia Internacional considera que a intensificação da repressão contra os opositores tornou o Egito "mais perigoso" do que nunca contra os críticos do poder.

O Egito "tornou-se uma prisão a céu aberto para os dissidentes", lamentou a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos.

As ONG acusam o país de levar a cabo uma repressão crescente contra qualquer forma de oposição, islamita ou liberal. O Cairo nega as alegações, evocando um imperativo de "estabilidade" e de "luta antiterrorista".

No início de dezembro de 2020, o Presidente Al-Sissi, cujo país é considerado um "polo de estabilidade" na região, é recebido em Paris pelo Presidente Emmanuel Macron, que defende uma "abertura democrática", sem condicionar a parceria França-Egito ao respeito pelos direitos humanos.

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