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Etiópia: Governo mata quatro membros da Frente de Libertação de Tigray

O exército etíope matou quatro elementos da Frente de Libertação Popular de Tigray (PFLT), o partido do governo da região norte, que está em confronto militar com o Governo federal desde novembro, e prendeu outros nove, segundo fonte militar.

Etiópia: Governo mata quatro membros da Frente de Libertação de Tigray

"Quatro membros superiores da junta da FPLT foram mortos e nove presos num ataque de 45 minutos", anunciou na quinta-feira à tarde, através da rede social Facebook, o general Tesfaye Ayalew, chefe do Departamento de Destacamento das Forças de Defesa da Etiópia.

O Exército não deu mais pormenores sobre quando ou onde esta ofensiva teve lugar, mas identificou o porta-voz da TPLF, Sekoture Getachew, e o antigo diretor do Gabinete Financeiro do Tigray, Daniel Assefa, como duas das vítimas mortais.

Zeray Asgedom e Abebe Asgedom, dois outros oficiais superiores do partido, também foram mortos durante a operação militar. No entanto, as forças armadas não fizeram qualquer menção ao presidente e chefe do PFLT, Gebremichael Debretsion.

Entre os detidos encontravam-se o porta-voz de exportação da região, Kidusan Nega, ou o antigo embaixador da Etiópia no Sudão, Abadi Zemu, bem como funcionários regionais de zonas de comércio e transporte, entre outros.

Já em 18 de dezembro, a Etiópia anunciou uma recompensa de 10 milhões de birr (cerca de 256.000 dólares) àqueles que pudessem fornecer pistas sobre o paradeiro dos líderes da FPLT, alegadamente escondidos em grutas e áreas arborizadas da região depois de terem sido expulsos da capital regional, Mekele, em 28 de novembro.

No mesmo dia, o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, anunciou o fim da ofensiva militar contra Tigray - na qual centenas de civis terão sido mortos, segundo as organizações não governamentais -, mas agências como as Nações Unidas advertiram que as hostilidades ainda estavam a ter lugar e denunciaram a difícil situação enfrentada pela população civil devido à falta de acesso à ajuda humanitária.

Esta semana as autoridades sudanesas alertaram para um novo surto de violência, e como consequência, um aumento do fluxo de etíopes que procuram refúgio neste país vizinho, onde um terceiro campo teve de ser aberto para albergar mais de 60.000 pessoas.

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