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Sputnik V. Rússia já começou a vacinar militares contra a Covid-19

Objetivo é imunizar, até ao final do ano, 80 mil militares, do total de 400 mil que vão ser vacinados.

Sputnik V. Rússia já começou a vacinar militares contra a Covid-19

A Rússia já começou a vacinar os seus militares contra a Covid-19 com a vacina desenvolvida pelo país, a Sputnik V, anunciou o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, esta sexta-feira. 

No total, mais de 400 mil soldados russos vão ser imunizados nesta campanha de vacinação lançada pelo Presidente Vladimir Putin, disse Shoigu, citado no comunicado do Exército russo, refere a agência France Press. 

De acordo com a mesma fonte, até agora, mais de 2.500 militares já foram vacinados, sendo que esse número deverá chegar aos 80 mil até ao final do ano. 

Recorde-se que a vacina russa apresentou uma eficácia de 95% na proteção de pessoas ao novo coronavírus, de acordo com uma segunda análise de testes clínicos. 

Este resultado iguala o da farmacêutica norte-americana Pfizer, que produz uma vacina em parceria com a BioNtech. Os resultados da Moderna ficaram ligeiramente abaixo, com 94,5% de eficácia, bem como os da vacina de Oxford/AstraZeneca, com 70% de eficácia média.

No passado domingo, os fabricantes informaram que o preço da sua fórmula será mais baixo do que as rivais e deverá rondar os oito euros por dose.

Além disso, a Rússia já lançou a produção da vacina desidratada, baseada na tecnologia de liofilização, o que facilitará significativamente o seu transporte para mercados internacionais, incluindo regiões de difícil acesso e outras de clima tropical.

Recorde-se que a Rússia foi o primeiro país a registar uma vacina contra a Covid-19. A aprovação da mesma foi garantida antes de o país conduzir testes em larga escala. O primeiro lote de Sputnik V para o mercado externo chegará aos clientes em janeiro de 2021 com base nos acordos já firmados com parceiros estrangeiros.

Vladimir Putin, sublinhe-se, ainda não foi inoculado com a vacina desenvolvida pelo seu país para a Covid-19, meses depois de em agosto ter anunciado que a Sputnik V foi a “primeira vacina para a Covid-19 no mundo” a ser aprovada, e que a sua filha já tinha sido vacinada, referia esta semana a CNN

A Rússia registou nas últimas 24 horas recordes de infeções pelo novo coronavírus em várias regiões e em Moscovo, com mais 2.000 casos do que no dia anterior, mas também uma ligeira redução no número de mortes. 

Segundo o último balanço das autoridades de saúde, o número de casos confirmados no último dia ascendeu a 27.543 e as mortes a 496, quando na véspera tinham sido registadas 524.

Desde o início da pandemia da covid-19 em março, a Rússia conta 2.215.533 infetados, dos quais morreram 38.558.

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