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Austrália nega troca de prisioneiros com Irão na libertação de académica

O governo da Austrália negou hoje ter trocado presos iranianos pela libertação, quarta-feira, da académica australiana-britânica Kylie Moore-Gilbert depois de passar dois anos nos cárceres do Irão.

Austrália nega troca de prisioneiros com Irão na libertação de académica

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, disse hoje aos jornalistas que "nenhuma pessoadetida na Austrália foi libertada" em troca da académica evitando pronunciar-se sobre outros países, nomeadamente a Tailândia.

A televisão estatal iraniana informou na quarta-feira que Moore-Gilbertfoi trocada por três cidadãos do Irão que estavam presos no estrangeiro, descritos pela imprensa como "ativistas económicos iranianos que foram detidos por tentarem iludir as sanções" impostas contra Teerão.

Mesmo assim, jornais australianos referem que pelo menos dois são iranianos detidos em 2012 por atentados contra diplomatas da embaixada de Israel em Banguecoque.

Segundo a agência France Presse, as autoridades penitenciárias da Tailândia referem quetrês iranianos envolvidos na tentativa de ataque contra israelitas em Banguecoque em 2012 "foram transferidos".

De acordo com a mesma fonte da AFP, MasoudSedagatZadeh e SaeeedMoradiforam libertados na quarta-feira enquanto MohamadKhazaeidfoi indultado pelo rei da Tailândia no passado mês de agosto.

Para Teerão, a libertação da académica da Universidade de Melbourne foi conseguida através da troca de prisioneiros.

Moore-Gilbert, especialistaem estudos islâmicos, foi detida no Irão em setembro de 2018 mas só um ano depois foi tornada pública a situação em que se encontrava.

A académica da Universidade de Melbourne, na Austrália, denunciou através de cartas que tinha sofrido maus tratos e ofertas de Teerão para trabalhar como espia, tendo sido condenada em 2019 a 10 anos de prisão por espionagem.

"A libertação de Moore-Gilbertfoi uma prioridade absoluta do governo desde o momento em que foi detida", disse hoje em comunicado a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, MarisePayne.

A ministra sublinhou que o executivo de Camberra "recusou insistentemente os pressupostos apresentados pelo governo do Irão sobre a detenção".

Após o regresso à Austrália, a académica vai ser submetida a "uma quarentena" num local que não vai ser revelado, disse ainda a chefe da diplomacia de Camberra.

"Cheguei ao Irão como amiga e com intenções de amizade e saí de lá com esses sentimentos intactos e até fortalecidos" indica a académica através de um comunicado em que agradece a mediação do governo australiano ao longo dos últimos dois anos que apontou como "período traumático".

A académica pediu ainda aos meios de comunicação social para respeitarem a "privacidade"na Austrália.

Em 2019, o governo de Camberralibertou o estudante iranianoReza Dehabashi, detido por tentar comprar e exportar produtos para o Irão.

A libertação de Dehabashi coincidiucom a libertação da bloguista australiana-britânicaJolieKing e do namorado Mark Firkin, detidos em Teerão.

Leia Também: Governo australiano retira cidadania a extremista islâmico condenado

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