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Unidade de investigação apela à China que liberte funcionário canadiano

O presidente da unidade de investigação Grupo de Crise Internacional pediu a Pequim que liberte Michael Kovrig detido há quase dois anos, como parte de uma disputa diplomática, num apelo dirigido ao ministro dos Negócios Estrangeiros da China.

Unidade de investigação apela à China que liberte funcionário canadiano

Robert Malley aproveitou uma reunião de alto nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para afirmar, no final da sua apresentação sobre segurança no Golfo Pérsico, que o seu 'think tank' esforça-se por ser uma "organização imparcial para a resolução de conflitos" e que a sua equipa tenta entender as perspetivas de todas as partes.

"Isto é o que o nosso colega Michael Kovrig estava a fazer, no seu trabalho sobre política externa da China", disse Malley.

Reconhecendo que não era o momento nem o local certos para discutir o caso de Kovrig, o responsável acrescentou: "não posso concluir sem apelar às autoridades chinesas, se me estiverem a ouvir, para entender a missão que ele tinha, pôr fim à sua detenção de quase dois anos, permitir que ele finalmente reúna com os seus entes queridos e continue o seu trabalho em prol de um mundo mais pacífico".

Os participantes na reunião virtual do conselho podiam ser vistos no ecrã e, quando o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, ouviu a China ser mencionada, olhou para cima e manteve a atenção, mas não fez menção a Kovrig durante a sua intervenção.

O embaixador alemão na ONU, Christoph Heusgen, apelou também à libertação de Michael Kovrig.

"Ele não é apenas um membro do Grupo de Crise Internacional, mas um ex-colega nosso, um ex-diplomata", lembrou Heusgen.

O embaixador interino da Grã-Bretanha, Jonathan Allen, disse que o caso de Kovrig causa "grande preocupação".

Em 10 de outubro, a China concedeu acesso consular a Kovrig e ao empresário Michael Spavor, ambos cidadãos do Canadá, pela primeira vez desde janeiro.

No dia seguinte, o Governo do Canadá expressou grande preocupação com a "detenção arbitrária" e pediu a sua libertação imediata.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, negou, em 12 de outubro, que os dois canadianos tenham sido detidos arbitrariamente como retaliação pela detenção no Canadá de uma executiva do grupo chinês Huawei, a pedido dos Estados Unidos.

Zhao Lijian disse que Kovrig e Spavor são "suspeitos de se envolverem em atividades que colocam em risco a segurança nacional da China".

A executiva da Huawei Meng Wenzhou, que foi detida durante uma escala em Vancouver, em dezembro de 2018, está atualmente em prisão domiciliar numa das suas mansões naquela cidade, enquanto tenta evitar a extradição para os EUA.

Kovrig e Spavor foram detidos dias após a sua detenção.

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