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WikiLeaks. Extradição de Julian Assange vai ser decidida a 4 de janeiro

A justiça britânica vai decidir a 4 de janeiro o pedido de extradição de Julian Assange, feito pelos Estados Unidos, que o pretendem julgar pela divulgação de documentos confidenciais, anunciou hoje a juíza encarregada do caso.

WikiLeaks. Extradição de Julian Assange vai ser decidida a 4 de janeiro

Enquanto se aguarda essa decisão, o fundador do WikiLeaks continuará preso, afirmou Vanessa Baraitser após quatro semanas de audiências no Tribunal Criminal de Old Bailey, em Londres.

A magistrada recusou, como esperado, conceder a liberdade condicional a Assange, que vai continuar no centro de alta segurança londrino de Belmarsh e deve comparecer em sucessivas audiências de controlos de rotina.

Vários psiquiatras testemunharam, assegurando que o informático, com a saúde debilitada, sofre de um "distúrbio do espetro do autismo" e "apresenta risco de suicídio" se for entregue aos EUA, algo que tem tentado evitar desde que foi detido em Londres, em 2010, a pedido da Suécia por alegados crimes sexuais, pelos quais não foi acusado e que já foram arquivados.

A justiça norte-americana quer julgar o australiano de 49 anos, particularmente, por espionagem. Assange arrisca 175 anos de prisão por ter divulgado, desde 2010, mais de 700.000 documentos confidenciais sobre atividades militares e diplomáticas dos EUA, principalmente no Iraque e Afeganistão.

Assange foi preso em abril de 2019 após sete anos por trás dos muros da representação diplomática equatoriana, onde se refugiou depois de violar as condições da sua fiança, temendo a extradição para os EUA, que o acuso de colocar em perigo as fontes de serviço norte-americanas.

O pedido norte-americano vai ser determinado pela justiça britânica e tem de respeitar um certo número de critérios legais, nomeadamente, se é ou não desproporcional ou incompatível com os Direitos Humanos.

Depois de estudar matemática e física na Universidade de Melbourne, apesar de não se ter licenciado, cofundou, em 2006, o portal WikiLeaks, com a missão de expor informação governamental que, na sua opinião, deveria estar ao alcance de cidadãos.

Saltou para a esfera pública quando, em abril de 2010, a WikiLeaks difundiu um vídeo polémico em que soldados americanos disparavam contra civis no Iraque, em 2007, e, posteriormente, os 250 mil telegramas diplomáticos.

Durante os últimos anos não hesitou em enfrentar os grandes poderes para cumprir o objetivo de difundir segredos obscuros, enquanto denunciou uma perseguição dos EUA e dos seus aliados na Suécia para o silenciar.

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