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União Europeia preocupada com clima pré-eleitoral tenso na Guiné-Conacri

A União Europeia (UE) manifestou-se hoje preocupada com o clima pré-eleitoral tenso na Guiné-Conacri, a semanas das eleições de 18 de outubro, apelando para uma votação imparcial, transparente e credível que evite uma escalada de violência.

União Europeia preocupada com clima pré-eleitoral tenso na Guiné-Conacri

"A UE partilha as preocupações dos atores regionais e internacionais sobre as condições em que se está a preparar o processo eleitoral de 18 de outubro", adiantou o Conselho Europeu numa nota em que sublinha a importância de "evitar a violência e uma deterioração da situação antes, durante e depois das eleições".

As preocupações europeias surgem após novos confrontos ocorridos entre manifestantes e a polícia, na terça-feira, em vários bairros de Conacri, durante uma jornada de mobilização contra a recandidatura do Presidente, Alpha Condé, a um contestado terceiro mandato.

Um antigo opositor histórico, Condé, 82 anos, o primeiro Presidente da Guiné-Conacri democraticamente eleito em 2010 após décadas de regime autoritário, foi reeleito em 2015.

Num referendo realizado em março, fez aprovar uma nova Constituição que mantém o limite de dois mandatos presidenciais, mas o chefe de Estado e os seus apoiantes argumentam que esta mudança na lei fundamental repõe a contagem de mandatos presidenciais a zero.

Os seus opositores denunciam um "golpe constitucional" e manifestações de contestação a uma nova candidatura de Condé mobilizaram milhares de guineenses em várias ocasiões desde outubro de 2019.

Os protestos foram várias vezes duramente reprimidos e dezenas de civis foram mortos em confrontos com as forças de segurança.

Condenando a violência e os confrontos, a União Europeia apela às autoridades "para que conduzam investigações independentes e exaustivas a fim de identificar os responsáveis" ao mesmo tempo que pede respeito pelos direitos de manifestação e de expressão de opiniões políticas dos cidadãos.

Para os responsáveis europeus, depois da validação das candidaturas pelo Tribunal Constitucional em 09 de setembro último, "é imperativo que as autoridades garantam um processo eleitoral imparcial, transparente, inclusivo e justo", e "um escrutínio com resultados credíveis aceites por todos".

"A UE apela, portanto, a toda a classe política e sociedade civil, bem como às administrações envolvidas, a empenharem-se de forma construtiva e pacífica a fim de assegurar que este processo eleitoral seja consensual e transparente e contribua de uma forma duradoura para a reconciliação entre todos os guineenses", sublinha a nota.

Por outro lado, encoraja iniciativas que contribuam "para o acalmar do clima político".

"A resolução da disputa sobre as eleições locais em fevereiro de 2018 e a libertação de todos os opositores presos seriam suscetíveis de criar um clima propício ao diálogo", acreditam as autoridades europeias.

A UE manifesta, por fim, apoio à missão tripartida de alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Africana e das Nações Unidas, que deverá ocorrer em 01 e 02 de outubro.

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