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Israel apoia Estados Unidos na reposição de sanções contra o Irão

O governo israelita demonstrou este domingo apoio ao anúncio dos Estados Unidos de reposição das sanções contra o Irão, que foram rejeitadas pelos três países europeus que assinaram o pacto nuclear com Teerão em 2015, Alemanha, França e Reino Unido.

Israel apoia Estados Unidos na reposição de sanções contra o Irão
Notícias ao Minuto

06:42 - 21/09/20 por Lusa

Mundo Irão

"Mesmo agora, o Irão continua a ser uma ameaça significativa para o mundo e a região. Os seus líderes continuam a avançar com o seu projeto nuclear, enquanto 'procuradores' terroristas operam em todo o Médio Oriente", afirmou o ministro da Defesa israelita, Benny Gantz, citado pela agência EFE.

A "contínua pressão do governo dos Estados Unidos contra a agressão iraniana é vital e felicito os seus esforços intransigentes contra o regime iraniano em nome da estabilidade regional", acrescentou.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gabi Ashkenazi, quis agradecer à Casa Branca a "dedicada atuação, dirigida pelo Presidente Trump e o secretário [de Estado norte-americano, Mike] Pompeo no Conselho de Segurança da ONU para impedir o levantamento do embargo de armas ao Irão".

Gabi Ashkenazi instou todos os países a apoiarem Washington, "não venderem armas ao Irão e aplicarem as sanções por completo", e pediu uma mudança de opinião dos três países europeus implicados no pacto nuclear com Teerão.

"Apelo aos nossos amigos, os países do E3 -- França, Reino Unido e Alemanha -- a que retirem a sua oposição e trabalhem para uma rigorosa implementação do regime de sanções, tanto a nível estatal como na União Europeia e nas instituições da ONU", disse.

Washington declarou no sábado que tinham sido repostas todas as sanções contra o Irão, uma decisão que os restantes Estados-membros rejeitam, por considerarem ilegal, e que deverão ignorar.

O anúncio dos Estados Unidos deverá gerar controvérsia durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, que arranca na segunda-feira e que decorrerá maioritariamente através de videoconferências por causa da pandemia de covid-19.

O recente anúncio do executivo liderado pela republicano Donald Trump surge 30 dias depois de Pompeo ter notificado o Conselho de Segurança sobre a ativação do mecanismo que repõe as sanções contra Teerão, por alegado incumprimento do acordo firmado há cinco anos.

Os EUA anunciaram unilateralmente que as sanções da ONU contra o Irão estavam novamente em vigor e prometeram punir qualquer violação, num gesto que poderá aumentar o isolamento de Washington, mas também as tensões internacionais.

Mike Pompeo indicou que estas medidas punitivas estão "novamente em vigor" a partir das 20:00 de sábado (01:00 de domingo em Lisboa).

Em agosto, Washington deu início a um procedimento na ONU para restabelecer todas as sanções internacionais contra o Irão, criadas com o acordo nuclear de 2015, com o argumento de que Teerão não cumpriu as obrigações estabelecidas.

As restantes potências mundiais, além dos Estados Unidos, com direito de veto no Conselho de Segurança, como a China e a Rússia, mas também os aliados europeus de Washington, contestaram a declaração da administração Trump e consideraram que Washington não tem o direito de usar aquele mecanismo por ter abandonado o pacto com o Irão em 2018.

A Alemanha não integra o Conselho de Segurança da ONU, mas participou nas negociações do acordo nuclear de 2015 com o Irão.

O Conselho de Segurança da ONU é constituído por 15 países, cinco dos quais permanentes -- EUA, França, China, Rússia e Reino Unido -- e 10 não permanentes -- Bélgica, República Dominicana, Alemanha, Indonésia, África do Sul, Estónia, Níger, São Vicente e Granadinas, Tunísia e Vietname.

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