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Situação no Mediterrâneo oriental requer "compromisso urgente" da Turquia

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, defendeu hoje que a situação no Mediterrâneo oriental, marcada por tensões entre Chipre, Grécia e Turquia, requer um "compromisso urgente" dadas as recentes "ações inaceitáveis" de Ancara.

Situação no Mediterrâneo oriental requer "compromisso urgente" da Turquia

"Passei os últimos meses - incluindo no verão - a tentar facilitar os esforços de desanuviamento [das tensões], mas o mínimo que posso dizer é que são necessários mais esforços. Esta é a forma mais ligeira de dizer que a situação não tem vindo a melhorar", declarou Josep Borrell, falando num debate no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Numa discussão com os eurodeputados de preparação da cimeira europeia extraordinária da próxima semana centrada no papel da Turquia no Mediterrâneo Oriental, dadas as tensões, o Alto Representante da UE para a Política Externa salientou que "a situação no Mediterrâneo Oriental requer um compromisso urgente e coletivo" por parte de Ancara.

"O que tem estado a acontecer durante o Verão são acontecimentos inaceitáveis. A Turquia tem de se abster de tomar medidas unilaterais, este é um elemento básico para permitir que o diálogo avance", vincou Josep Borrell.

Recordando que os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros já foram "muito claros" em "defender os interesses da União Europeia e em serem totalmente solidários com a Grécia e Chipre", perante as investidas da Turquia, o responsável sublinhou que "uma redução das tensões é essencial para permitir o reatamento do diálogo e das negociações, que é o único caminho para a estabilidade e soluções duradouras".

"Com os graves desenvolvimentos no Mediterrâneo oriental e as ações de política externa turca na região desde o último Outono, as coisas tornaram-se ainda mais preocupantes e complexas", adiantou Josep Borrell.

Grécia e Chipre estão na linha de frente deste conflito contra a Turquia, que reivindica o direito de explorar depósitos de hidrocarbonetos numa área marítima que Atenas considera estar sob a sua soberania.

A Turquia continua a rejeitar que a Grécia pretenda delimitar a sua Zona Económica Exclusiva a partir das costas dessa e de outras ilhas, alegando que isso se traduziria num domínio sobre a maior parte do Mediterrâneo oriental.

A crise no Mediterrâneo oriental já está incluída na agenda da cimeira europeia de 24 e 25 de setembro em Bruxelas.

A UE ameaçou a Turquia com graves sanções caso não se envolva num diálogo com Atenas para solucionar a crise, tendo mesmo já avançado com punições a nível individual contra Ancara.

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