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Navalny: Secretário-geral da NATO reclama "investigação transparente"

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, defendeu hoje a realização de uma "investigação transparente" ao suposto envenenamento do político opositor russo Alexei Navalny, de modo a descobrir "o que se passou" e garantir que os responsáveis serão punidos.

Navalny: Secretário-geral da NATO reclama "investigação transparente"
Notícias ao Minuto

13:07 - 26/08/20 por Lusa

Mundo NATO

Em declarações à chegada a uma reunião informal de ministros da Defesa da União Europeia (UE), em Berlim, o secretário-geral da Aliança Atlântica disse não haver "razões para duvidar" das conclusões dos médicos alemães que estão atualmente a tratar de Navalny, e que apontam para indícios de envenenamento.

"O que precisamos agora é de uma investigação transparente, para descobrir o que se passou e para garantir que os responsáveis prestam contas", afirmou.

Manifestando-se "obviamente preocupado" com o estado de saúde do opositor russo, Stoltenberg disse que a NATO "saúda os esforços da Alemanha para o ajudar", providenciando-lhe atualmente cuidados médicos em Berlim.

Principal opositor do Presidente russo Vladimir Putin, conhecido pelas investigações anticorrupção a membros da elite russa, Alexei Navalny, 44 anos, está internado desde 20 de agosto em coma, primeiro num hospital de Omsk, na Sibéria, e desde sábado num hospital de Berlim.

O político sentiu-se mal durante um voo e a família e colaboradores suspeitam que foi vítima de envenenamento intencional, o que foi em parte validado pelos médicos alemães que o estão a tratar quando, na segunda-feira, afirmaram ter detetado "indícios de envenenamento" nos exames que lhe foram realizados.

A presidência da Rússia considerou essas conclusões "prematuras", apontando que os médicos russos que trataram Navalny em Omsk não detetaram qualquer substância tóxica nos exames que fizeram ao opositor.

"Uma investigação tem de ter um motivo. Para isso seria preciso identificar uma substância", disse na terça-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Alexei Navalny "está numa unidade de cuidados intensivos e ainda está em coma induzido", sendo o seu estado de saúde considerado grave, embora a sua vida não esteja, de momento, em risco, segundo o hospital universitário Charité, em Berlim.

Antes da NATO, também os Estados Unidos, a União Europeia (UE), Alemanha, França e Reino Unido pediram uma investigação ao alegado envenenamento de Navalny.

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