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Polícia polaca detém 48 pessoas após protesto LGBTI

Segundo as autoridades, as detenções foram feitas depois de os manifestantes tentarem impedir que um ativista fosse detido.

Polícia polaca detém 48 pessoas após protesto LGBTI

A polícia polaca disse ter detido 48 pessoas, num protesto pelos direitos LGBTI, na sexta-feira, depois de os manifestantes terem, alegadamente, tentado impedir os agentes de deter uma ativista acusada de ter pendurado bandeiras arco-íris em estátuas de Varsóvia e de danificar a carrinha de um ativista pró-vida.

Multidões de manifestantes a gritar "vergonha e desgraça" rodearam o veículo da polícia que levava a ativista no interior, quando este passava no centro da capital, tentando impedi-lo de seguir caminho, conta a Reuters. Uma ordem judicial indicou que esta cumprisse uma pena de prisão durante dois meses.

Os membros do grupo anti-homofóbico 'Stop Bzdurom' explicaram ter pendurado as bandeiras em estátuas de Jesus e outras figuras durante a semana passada, como parte da luta pelos direitos LGBTI, uma discussão central do debate público, na Polónia, durante as eleições presidenciais no mês passado. O partido no governo, PiS, considera que os direitos LGBTI são parte do que chama uma ideologia estrageira invasiva que diminui os valores polacos e a família tradicional.

O ministro da Justiça, Zbigniew Ziobro, condenou ainda o protesto desta sexta-feira, referindo ainda que as autoridades tinham de agir para não enfrentarem ataques "mais violentos" por parte dos ativistas. "Amanhã esta faca que foi usada para cortar o carro e os pneus [do ativista pró-vida] será usado para esfaquear pessoas só porque não gostamos das suas opiniões", disse numa conferência de imprensa.

A comissária para os direitos humanos no Conselho Europeu já pediu a libertação imediata da ativista. "A ordem para a deter envia um sinal assustador para a liberdade de expressão e para os direitos LGBTI na Polónia", disse Dunja Mijatovic.

'Stop Bzdurom' e outros grupos pretendem organizar outro protesto para sábado para prestarem solidariedade com a comunidade LGBTI.

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