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Turquia confirma "caso" de espionagem com a França após várias detenções

A Turquia confirmou hoje, através do seu embaixador em França, a existência de um "caso" de espionagem entre os dois países, alguns dias após informações publicadas por um jornal pró-governamental turco, em plena crise diplomática bilateral.

Turquia confirma "caso" de espionagem com a França após várias detenções

De acordo com um artigo publicado em 22 de junho pelo diário Sabah, um ex-funcionário do serviço de segurança do consulado geral da França em Istambul, Metin Ozdemir, deslocou-se à polícia e afirmou que tinha recolhido informações para os serviços de informações exteriores franceses (DGSE).

Quatro pessoas de nacionalidade turca suspeitas de terem espiado diversos meios associativos e religiosos por conta da França foram detidas, prosseguiu o jornal.

Hoje, o embaixador da Turquia em França, Ismail Hakki Musa, respondeu a uma questão sobre este tema perante a Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do Senado francês, tornando-se no primeiro responsável turco a abordá-la oficialmente.

"Este caso está a ser seguido de perto pela DGSE e o MIT turco. Desde há dois anos que este caso implica trocas [de informações] entre os dois serviços", indicou.

"O facto de ter tido impacto na imprensa há alguns dias (...) não tem qualquer relação com a atualidade", sustentou, e quando as tensões entre Paria e Ancara se têm vindo a agravar.

Paris nunca reagiu oficialmente a este caso. O ministério dos Negócios Estrangeiros recusou simplesmente "comentar rumores da imprensa".

De acordo com o Sabah, Ozdemir declarou ter transmitido aos franceses informações sobre 120 pessoas, incluindo imãs, contra uma remuneração mensal e a promessa de integrar a Legião Estrangeira, um corpo do exército francês composto por militares estrangeiros.

Ainda segundo este diário pró-governamental, Ozdemir, que se apresentou como um membro dos serviços turcos que investigava o grupo 'jihadista' Estado Islâmico, recrutou três homens: um trabalhador de uma empresa municipal de gestão de água em Istambul, uma pessoa que trabalhava em telecomunicações e o proprietário de um hotel da grande metrópole turca do Bósforo.

A "célula de espionagem", como é designada pelo Sabah, estava encarregue de reunir informações sobre "associações conservadoras", confrarias religiosas e a autoridade dos assuntos religiosos (Diyanet), um organismo público responsável por enquadrar o culto.

Segundo o jornal, os quatro homens recolheram designadamente informações sobre a associação de mulheres e da democracia (KADEM), copresidida pela filha mais nova do Presidente Recep Tayyip Erdogan.

Ainda de acordo com o Sabah, Ozdemir apresentou-se às autoridades turcas após um desacordo com os agentes franceses. Os quatro homens vão ser julgados por espionagem, afirmou o diário.

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