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Tentativa de apressar saída de primeiro-ministro do Lesoto rejeitada

O presidente da Assembleia Nacional do Lesoto rejeitou hoje uma moção para derrubar o contestado primeiro-ministro do país, Thomas Thabane, provocando uma nova incerteza na crise política que atinge o Estado da África Austral há vários meses.

Tentativa de apressar saída de primeiro-ministro do Lesoto rejeitada
Notícias ao Minuto

15:32 - 08/05/20 por Lusa

Mundo Lesoto

Thomas Thabane, 80 anos, está no poder há quase três anos e viu-se no meio de uma polémica por estar implicado no assassinato da sua ex-mulher, em 2017.

O seu próprio partido, o All Basoto Convention (ABC), assim como a coligação que o apoia, exigem a demissão do chefe do Governo, mas o primeiro-ministro pretende apenas deixar o cargo "até ao final de julho".

No mês passado, Thabane colocou o exército nas ruas para "restaurar a ordem" perante aqueles que exigiam a sua demissão.

Sob mediação sul-africana, a coligação governamental comprometeu-se a garantir uma "saída digna" do primeiro-ministro, mas este não estabeleceu qualquer data para abandonar o cargo.

Dado o impasse, o ABC e os seus aliados apresentaram uma moção na Assembleia Nacional para a formação de um novo Governo, chefiado por um novo ministro, com o objetivo de acelerar a saída de Thabane.

No entanto, esta moção foi rejeitada pelo presidente da Assembleia Nacional, Sephiri Motanyane.

"Não tenho nenhum problema com a formação de uma nova coligação, mas a questão é: o que fazer com a atual coligação?", questionou o presidente da assembleia, citado pela agência France-Presse.

O ABC pretende regressar ao tema no futuro próximo.

"Temos mais votos no parlamento do que aqueles que precisamos para formar um novo Governo", disse o líder do partido, Sam Rapapa, à imprensa.

O chefe do Governo foi pressionado pelo seu partido a abandonar o cargo enquanto se via no meio de um alegado envolvimento da sua atual esposa, Maesaiah Thabane, no assassinato da sua primeira mulher.

Maesaiah Thabane, 42 anos, foi detida no início de fevereiro, tendo sido libertada sob fiança no valor de mil loti (61 euros, cerca de dois terços do salário mínimo mensal no país).

Maesaiah é acusada pelos procuradores responsáveis pelo caso de ter sido a responsável pela organização do crime que matou Lipolelo em 14 de junho de 2017.

Lipolelo Thabane, então com 58 anos, foi morta a tiro, dois dias antes da investidura do seu marido à frente do Governo do pequeno país da África Austral, num momento em que o casal atravessava um processo de divórcio.

No início de janeiro, Thomas Thabane foi implicado pela polícia no homicídio da sua mulher, devido ao surgimento de novas provas, nomeadamente escutas telefónicas que o colocaram no local e momento do crime.

Tanto o seu partido como a oposição reclamavam a Thabane o abandono das suas funções na sequência da implicação no assassinato da sua mulher.

O Lesoto, um dos mais pobres países do mundo, enfrenta sérios problemas económicos, com níveis de desemprego muito elevados, e uma epidemia de sida que atinge 23% da população de dois milhões de habitantes.

Um enclave no meio da África do Sul, o país tem conhecido, desde a sua independência, em 1966, uma história política instável, marcada por golpes de Estado militares.

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