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Covid-19: Bruxelas "preocupada" com poderes acrescidos de PM húngaro

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou-se hoje "muito preocupada" com a situação na Hungria, onde o primeiro-ministro tem, desde segunda-feira, poderes acrescidos enquanto durar a pandemia da covid-19.

Covid-19: Bruxelas "preocupada" com poderes acrescidos de PM húngaro
Notícias ao Minuto

12:12 - 02/04/20 por Lusa

Mundo Covid-19

"Estou particularmente preocupada com a situação na Hungria", disse, em conferência de imprensa, a chefe do executivo europeu.

"Percebo que os Estados-membros devem tomar medidas de urgência para enfrentar a crise sanitária, mas inquieta-me que algumas medidas possam ir longe demais", sublinhou.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, obteve a aprovação, no Parlamento, para legislar por decretos enquanto vigorar o estado de emergência, ditado pela pandemia provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

A maioria parlamentar do partido conservador Fidesz - União Cívica Húngara - votou favoravelmente várias emendas que esvaziam a capacidade de intervenção da Assembleia Nacional da Hungria e concedem ao executivo uma governação sem controlo, por um período indeterminado.

A preocupação de von der Leyen é partilhada por Portugal e outros 12 Estados-membros da União Europeia que, num comunicado comum advertiram na quarta-feira que as medidas aprovadas por cada nação para mitigar a pandemia devem "limitar-se ao estritamente necessário" e ser temporárias, respeitando os princípios de Estado de direito e democracia.

A nota é subscrita por Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda e Suécia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 508 mil infetados e mais de 34.500 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.155 óbitos em 110.574 casos confirmados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 10.003, entre 110.238 casos de infeção confirmados, enquanto os Estados Unidos são o que contabiliza mais infetados (216.722).

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