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Decretar quarentena num país em que a pobreza domina

O governo sul-africano tem tentado informar a população sobre o perigo do novo coronavírus, que já apresenta um número crescente de casos no país.

Decretar quarentena num país em que a pobreza domina

Horas antes da quarentena obrigatória de 21 dias na África do Sul, o presidente do país, Cyril Ramaphosa, vestiu o uniforme militar e falou sobre aquela que é uma decisão que capta a história e o desespero do país.

"Esta é a missão mais importante. Muitas pessoas estão com medo, com dúvidas e preocupadas... a vossa missão é restaurar a vida dos sul-africanos", começou por dizer aos soldados, na base de Soweto, em Joanesburgo, citado pela Sky News.

As tropas militares não eram destacadas para as ruas desde a era do Apartheid, mas agora foram chamadas para ajudar a reforçar as medidas restritivas decretadas, uma vez que parte da população tem dificuldade em entender que o vírus pode ser uma ameaça maior do que a pobreza em que já vivem.

Todas os trabalhadores - menos os de serviços essenciais -devem ficar em casa, taxistas só podem operar em horas restritas. Restaurantes, ginásios e bares serão fechados e a venda de álcool e cigarros proibida.

O medo de que a pandemia Covid-19 atinja a região africana é tanto, que o ministro da Polícia Bheki Cele não hesitou em referir que, quem não cumprir as medidas, será condenado a seis meses de prisão. Pena esta que se aplica mesmo a quem esteja apenas a passear os animais de estimação.

"Não há necessidade para andar de um lado para o outro", referiu.

As medidas tomadas pelo país, vistas por uns como demasiado rigorosas, surgem devido ao rápido aumento do número de casos no país, durante os últimos seis dias.

Na passada sexta-feira, as autoridades informavam que existiam 200 casos de infeção no país, número esse que atualmente se encontra em 900. Estatísticas de Universidade de Witwatersrand revelam que, em 40 dias, um milhão de pessoas podem ficar infetadas.

Se o novo coronavírus atingir as comunidades mais pobres, vai espalhar-se rapidamente, sobrelotando o sistema de saúde, que apresenta já várias fragilidades.

A possível propagação do novo coronavírus em países onde existe uma grande taxa de pobreza, tem sido uma das principais preocupações da Organização Mundial de Saúde.

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