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Plano de paz para Médio Oriente permite "relançar esforços" de negociação

A União Europeia (UE) considera que o plano de paz para o Médio Oriente apresentado hoje pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, permite "relançar esforços urgentemente necessários" para a negociação entre israelitas e palestinianos, afirmou o chefe da diplomacia europeia.

Plano de paz para Médio Oriente permite "relançar esforços" de negociação

"A iniciativa apresentada hoje pelos Estados Unidos fornece uma ocasião para relançar os esforços urgentemente necessários para uma solução negociada e viável para o conflito israelo-palestiniano", afirmou, com comunicado representando a posição dos 28 estados-membros, o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell.

O chefe da diplomacia europeia referiu que a União Europeia vai "estudar e avaliar" as propostas explanadas no plano de paz de Trump para o Médio Oriente, que essa avaliação será feita "com base na posição estabelecida pela UE" em relação a este conflito e com o compromisso de encontrar uma solução que tenha em conta "as aspirações legítimas" dos palestinianos e israelitas.

Contudo, Josep Borrell esclareceu que a solução de paz para o conflito israelo-palestiniano deverá respeitar "todas as resoluções relevantes" das Nações Unidas e os "parâmetros acordados internacionalmente".

"A UE reafirma a sua disponibilidade para trabalhar no sentido de retomar negociações significativas que resolva todos os problemas permanentes dos estados e que alcance uma paz justa e duradoura", sublinhou o Alto Representante da UE para a Política Externa.

Israelitas e palestinianos deverão demonstrar, "através de políticas e ações", um "compromisso genuíno" para a solução de dois estados como a "única forma realista de acabar com o conflito".

O Presidente dos Estados Unidos apresentou hoje a "visão" que tem de um plano de paz no Médio Oriente, referindo que se trata de uma "solução realista de dois estados" e anunciou Jerusalém como a "capital indivisível" de Israel.

Durante uma cerimónia na Casa Branca, em Washington, ao lado do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, Trump apresentou o plano de paz para o Médio Oriente, explicando que a aceitação do nascimento de um estado palestiniano deve estar condicionada a uma "clara rejeição do terrorismo".

O Presidente dos EUA acrescentou que este plano vai agradar a todas as partes, ignorando a rejeição desta ideia pelas autoridades palestinianas, por considerarem que é demasiado próxima dos interesses de Israel.

Donald Trump anunciou também que o plano admite uma capital da Palestina em Jerusalém oriental, mas a cidade será uma "capital indivisível", lembrando que os Estados Unidos já tinham aplicado essa condição quando anunciaram a transferência da embaixada norte-americana em Israel para esta cidade.

O chefe do Governo Israel, Benjamin Netanyahu, congratulou-se com o plano de Washington, considerando que reconhece a soberania israelita sobre o Vale do Jordão e partes da Judeia e Samaria (Cisjordânia).

O Hamas reagiu, entretanto, ao plano de paz proposto por Trump, rejeitando as "conspirações" anunciadas pelos Estados Unidos e Israel e que "todas as opções estão em aberto" para uma resposta.

O responsável Khalil al-Hayya falava pouco depois do presidente norte-americano ter anunciado o plano de paz para o conflito israelo-palestiniano que favorece Israel.

"Temos a certeza que o povo palestiniano não deixará estas conspirações passarem. Por isso, todas as opções estão em aberto. A ocupação (israelita) e a administração dos EUA assumirão a responsabilidade pelo que fizeram", afirmou Al-Hayya citado pela agência norte-americana Associated Press.

Moscovo considerou que israelitas e palestinianos devem negociar diretamente.

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