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Separatistas: Islamistas e crise ameaçam acordo com governo no Iémen

O líder dos separatistas no sul do Iémen, Aidarus al-Zubaidi, afirmou numa entrevista divulgada hoje que o acordo de partilha do poder com o governo está ameaçado pela ação dos islamitas e pela crise económica.

Separatistas: Islamistas e crise ameaçam acordo com governo no Iémen
Notícias ao Minuto

12:46 - 16/01/20 por Lusa

Mundo Iémen

O presidente do Conselho de Transição do Sul (CTS) falava sobre o acordo assinado há mais de dois meses em Riade, numa rara entrevista dada na quarta-feira à agência France Presse.

Patrocinado pela Arábia Saudita, o pacto foi assinado a 5 de novembro, acabando com os confrontos armados do verão de 2019 entre as forças do CTS e as do governo iemenita reconhecido internacionalmente.

O acordo prevê um governo nacional de 24 membros, metade do qual caberia aos separatistas, que não estão representados no atual governo, e devia ser aplicado em 90 dias.

"O atraso (na aplicação do acordo) deve-se aqueles que no governo não o querem", acusa Zubaidi, responsabilizando o partido iemenita al-Islah, ligado à Irmandade Muçulmana.

A hostilidade entre o CTS e o partido al-Islah explica a proximidade do primeiro aos Emirados Árabes Unidos, que têm uma política de tolerância zero em relação à confraria.

Os confrontos no verão opuseram as forças leais ao presidente no exílio, apoiadas pela Arábia Saudita, aos separatistas do sul do país, aliados dos Emirados Árabes Unidos.

Riade e Abu Dhabi integram a coligação internacional que intervém ao lado do governo na guerra civil iemenita contra os rebeldes xiitas Huthis, apoiados pelo Irão.

Além dos islamitas do al-Islah, também a má situação económica no sul prejudica a aplicação do acordo de Riade, segundo Zubaidi.

"A moeda iemenita (o rial) sofre uma forte depreciação, o que nos poderá levar a adotar dentro de poucos meses a moeda saudita ou o dólar", previu.

O homem forte do sul do Iémen apelou, por outro lado, à comunidade internacional e em particular à Arábia Saudita para ajudar a resolver a crise humanitária no país, a pior do mundo segundo a ONU.

"Há escassez de alimentos, os depósitos estão vazios e os 'stocks' não chegam para 10 dias, além do atraso no pagamento dos salários", lamentou.

Segundo o Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês), pelo menos 100.000 pessoas morreram desde 2015 na guerra civil no Iémen, depois da entrada da coligação internacional no conflito, que começou em meados de 2014 com os Huthis a ocuparem a capital, Sanaa.

A ONU estima em 3,3 milhões o número de deslocados e em 24,1 milhões os que precisam de assistência.

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