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MP de Budapeste pede prisão para capitão envolvido em naufrágio

O Ministério Público de Budapeste acusou formalmente e pediu hoje a condenação do comandante do navio de cruzeiro envolvido numa colisão fatal com uma embarcação que transportava turistas sul-coreanos no rio Danúbio em maio deste ano.

MP de Budapeste pede prisão para capitão envolvido em naufrágio
Notícias ao Minuto

13:50 - 28/11/19 por Lusa

Mundo Hungria

"O capitão ucraniano foi acusado de negligência criminal numa via navegável pública", indicou o Ministério Público de Budapeste em comunicado.

Em 29 de maio, o 'Sirène', um barco de excursão que transportava 33 sul-coreanos e dois tripulantes húngaros, afundou-se depois de colidir com um navio de cruzeiro, o 'Viking Sigyn', em Budapeste, capital da Hungria.

Apenas sete das 35 pessoas a bordo sobreviveram ao naufrágio. Os corpos de 27 vítimas foram encontrados ao longo de várias semanas de buscas e uma pessoa continua desaparecida.

Segundo o Ministério Público, o capitão, de 64 anos, do 'Viking Sigyn' foi negligente, apresentou falta de concentração, não manteve uma distância de segurança suficiente e não informou da sua intenção de ultrapassar o pequeno barco de excursão, nem por rádio nem por apito.

"Além disso, o acusado não cumpriu a sua obrigação de prestar assistência" ao navio acidentado, acrescentou o Ministério Público, salientando que o capitão possuía todo o conhecimento necessário.

O capitão do navio 'Viking Sigyn' já tinha participado em dois exercícios de salvamento em abril e maio.

Imagens de videovigilância mostram o 'Viking Sigyn', um navio de 135 metros, a chegar em alta velocidade ao 'Sirène' no momento do acidente.

A acusação propôs que o capitão fosse condenado a nove anos de prisão como parte de um procedimento de confissão de culpa, o que implica que renuncia a um julgamento, refere o comunicado.

Uma proibição de navegar durante nove anos também foi solicitada.

O homem está atualmente sob vigilância eletrónica com a proibição de deixar a Hungria.

Segundo o Código Penal húngaro, o comandante do navio pode ser punível com pena de prisão entre dois e 11 anos.

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