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Catalunha: Líder da oposição pede que se ative Lei da Segurança Nacional

O presidente do maior partido da oposição em Espanha, o popular Pablo Casado, pediu ao primeiro-ministro em funções que ative a Lei da Segurança Nacional face aos violentos distúrbios na Catalunha.

Catalunha: Líder da oposição pede que se ative Lei da Segurança Nacional

"Face aos violentos distúrbios que aumentam a tensão na Catalunha, Sánchez deve ativar a Lei de Segurança Nacional para que nenhum corpo policial fique sujeito a diretrizes dos independentistas e consiga proteger a sua integridade", afirmou Casado numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

O líder do Partido Popular acrescentou ser "urgente garantir a segurança e a ordem pública".

A mensagem do líder popular foi divulgada depois de o Eixample, segundo maior bairro de Barcelona, que ocupa a parte central da cidade, se ter tornado, esta noite, no cenário de uma batalha campal entre polícias e manifestantes.

Vários manifestantes construíram barricadas, queimaram mobiliário urbano e pneus, fizeram fogueiras e atiraram pedras e petardos contra os polícias, mantendo um clima de tensão constante nas ruas.

Fontes das autoridades policiais catalãs (Mossos d'Esquadra) disseram à agência de notícias espanhola Efe que foram forçadas a agir face à violência de alguns grupos e da presença de elementos encapuçados, tendo realizado várias cargas sobre os manifestantes e detido três pessoas.

Carrinhas das forças de segurança estão também a percorrer as ruas a grande velocidade para dispersar os manifestantes.

A polícia municipal (Guardia Urbana) garante que estão cerca de 40 mil pessoas nas ruas, em duas manifestações paralelas convocadas pelos Comités da Defesa da República (CRD) e pelas associações Assembleia Nacional da Catalunha (ANC) e Òmnium Cultural, no segundo dia de manifestações após a leitura de sentença de dirigentes independentistas, condenados por sedição e má gestão de fundos públicos.

Desde as 19:30 que milhares de manifestantes estão concentrados na rua de Mallorca, com a intenção de chegar à delegação do governo regional, seguindo as instruções do CDR.

Também em Girona, cerca de nove mil pessoas participam numa concentração frente à subdelegação do governo, tentando romper o perímetro de segurança montado pelos Mossos d'Esquadra a quem já partiram o vidro de uma carrinha. Depois de uma advertência, as autoridades realizaram nova carga policial.

O Tribunal Supremo espanhol condenou na segunda-feira os principais dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha a penas que vão até um máximo de 13 anos de prisão, no caso do ex-vice-presidente do governo catalão.

Assim que foi conhecida a sentença, uma série de grupos de independentistas iniciaram movimentos de protesto em todo o território da comunidade autónoma espanhola mais rica.

A polícia antidistúrbios carregou sobre um grupo que protestava no exterior do aeroporto de Barcelona enquanto outros grupos separatistas incendiaram pneus para impedir a circulação de comboios e alguns bloquearam a circulação rodoviária em estradas da região.

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