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Durante 8 anos, submeteu filho saudável a tratamentos e idas ao hospital

Criança foi sujeita a este tipo de abusos desde os 11 meses de idade aos 8 anos.

Durante 8 anos, submeteu filho saudável a tratamentos e idas ao hospital

Uma mulher do Texas, nos EUA, é acusada de ter sujeitado o seu filho a tratamentos médicos desnecessários, incluindo cerca de 320 visitas ao hospital. Kaylene Bowen Wright foi acusada, na quinta-feira, de comportamento imprudente que causou danos a um menor.

A mulher, de 35 anos, enfrenta agora uma pena de prisão que pode ir até 20 anos, sentença que será conhecida em outubro, segundo avança a Fox News.

A criança, agora com 10 anos, foi sujeita a operações, tratamentos médicos e visitas hospitalares, desde os 11 meses até aos oito anos.

A mulher acabou por ser denunciada, em 2015, por uma equipa de profissionais médicos que detetaram indícios de abuso médico. Em 2017, a mulher foi detida e o menino foi entregue aos cuidados do pai.

Ryan Crawford terá lutado durante vários anos pela custódia do filho, tentando provar à família que este era uma criança saudável. "Abusos médicos são desvalorizados todos os dias. Agora é tempo de seguir em frente e garantir que nenhuma criança sofre os abusos que o meu filho sofreu", afirmou, após a confissão da ex-mulher em tribunal.

Notícias ao MinutoChristopher cresceu pensando ser uma criança doente© Reprodução You Caring

A criança desenvolveu, por duas vezes, infeções sanguíneas que a colocaram em risco de vida; ferimentos graves por causa dos tratamentos com radiação; e foi impedida de desenvolver atividades normais porque a mãe o fazia crer que era doente.

O caso de Gypsy Rose Blanchard

Recorde-se que um caso semelhante, ocorrido também nos Estados Unidos, chegou a dar azo, recentemente, a uma série televisiva. 'The Act' contava a história de Gypsy Rose Blanchard, jovem que durante anos foi alvo do mesmo abuso por parte da mãe, que fabricava doenças e deficiências à filha. A mulher, que sofria da síndrome de Münchhausen por procuração, acabou por ser morta pela filha e pelo namorado da mesma.

Esta síndrome é uma doença mental que assume a forma de abuso infantil, após os cuidadores provocarem de forma deliberada, ou informarem falsamente, a existência de alguma doença em crianças como forma de chamarem atenção para si mesmos.

Recentemente, houve em Portugal um caso idêntico, tendo uma mãe envenenado o filho com clorofórmio. A criança foi hospitalizada em estado grave e a mulher detida.

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