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Sem papéis e sem futuro, 'coletes negros' invadiram Panteão de Paris

O Panteão de Paris foi palco de um protesto de imigrantes ilegais.

A crise das migrações continua a fazer-se sentir. A retórica anti-imigração na Europa faz-se ouvir ao mesmo tempo que milhares de pessoas perderam a vida no últimos anos, na perigosa travessia do Mediterrâneo.

Para muitos migrantes e refugiados, há uma miséria que se deixa para trás mas um mundo de incógnita à espera no Velho Continente.

Em França, um protesto de migrantes ilegais esta sexta-feira revela também a situação de quem, já na Europa, se depara com outro problema: o da documentação.

Conta a France 24 que foram mais de 700 os migrantes ilegais, a que se juntaram ainda apoiantes franceses, que levaram a cabo um protesto que só terminou já no interior do Panteão de Paris. A presença policial no local era forte e houve mesmo alguns momentos de intervenção, em concreto quando imigrantes decidiram prosseguir o protesto não apenas no exterior do Panteão mas também no interior do monumento.

A polícia francesa chegou a fazer 37 detenções. Após algumas horas de permanência dos manifestantes, as autoridades foram esvaziando o espaço num contexto mais sereno, retirando quem protestava por uma porta das traseiras, explicaram repórteres no local da AFP.

Os manifestantes auto-intitularam-se 'coletes negros', indo assim buscar inspiração ao movimento coletes amarelos, que nos últimos meses em França se destacou com protestos consecutivos, aos fins de semana, por melhores condições de vida.

"O que queremos? Papéis" foi um dos gritos de revolta mais ouvidos neste protesto que por momentos tomou conta de um ex-libris de Paris, e não um qualquer: precisamente o espaço onde estão sepultados alguns dos intelectuais maiores da história da França, de Voltaire a Emile Zola, passando por Victor Hugo.

Entre as exigências destes migrantes ilegais estava a possibilidade de um encontro com Édouard Philippe, primeiro-ministro francês. No Twitter, foi destacado o local onde estes migrantes ilegais apelaram ao direito de viver e trabalhar, com a devida documentação: precisamente junto a uma estátua que representa França onde se pode ler: "viver livre ou morrer".

Na galeria pode ver imagens captadas pela Reuters durante o protesto.

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