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Cerco a hotel na Somália termina com pelo menos 12 mortos e 30 feridos

Pelo menos 12 pessoas foram mortas e 30 feridas num ataque perpetrado por militares islamitas shebab a um hotel da cidade portuária de Kismayo, no sul da Somália, um cerco que terminou hoje ao início de manhã.

Cerco a hotel na Somália termina com pelo menos 12 mortos e 30 feridos
Notícias ao Minuto

08:27 - 13/07/19 por Lusa

Mundo Kismayo

"As forças de segurança mantêm o controlo (do hotel), o último terrorista foi morto pelas forças de segurança. Há corpos de pessoas mortas e feridas no hotel e não temos um balanço exato. Mas, até ao momento, confirmámos que 12 pessoas foram mortas e mais de 30 feridas", declarou à AFP um responsável local da segurança, Abdiweli Mohamed.

O ataque, já reivindicado pelo grupo extremista al-Shabab, iniciou-se sexta-feira à tarde com a explosão de um carro-bomba junto ao hotel, com os atiradores a invadirem, de seguida, o edifício.

"Pensamos que quatro homens armados estiveram implicados no ataque e o balanço pode agravar-se", acrescentou Mohamed.

Segundo testemunhas citadas pela AFP, o hotel ficou fortemente danificado pela explosão e pelas balas disparadas.

Fontes locais disseram à agência francesa que no hotel estavam instalados empresários e políticos que se encontram na cidade para preparar as eleições presidenciais na região semiautónoma de Jubaland, previstas para o final de agosto.

O al-Shabab, que se opõe ao Governo federal da Somália, pretende a imposição da lei islâmica 'sharia', tendo feito vários ataques no país e na região, incluindo no vizinho Quénia.

Em 14 de outubro de 2017, o grupo explodiu um camião na capital somali e provocou a morte a mais de 500 pessoas.

O grupo extremista reclamou ainda ter planeado um ataque a um complexo de luxo na capital do Quénia, Nairobi, que matou 21 pessoas em janeiro de 2019.

Em março deste ano, pelo menos 32 pessoas morreram durante um ataque com um camião-bomba na capital somali, Mogadíscio.

A Somália é afetada por um estado de caos e conflito desde 1991, quando o regime de Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo capaz e às mãos de milícias islâmicas extremistas e outros grupos armados.

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