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Estados Unidos executam dois condenados à morte por injeção letal

Os Estados Unidos executaram, na quinta-feira à noite, dois condenados à morte por injeção letal, depois de os governadores de dois estados vizinhos terem recusado conceder o perdão aos condenados.

Estados Unidos executam dois condenados à morte por injeção letal

Michael Samra, de 41 anos, foi executado no estado do Alabama 22 anos depois de ter participado em quatro homicídios, quando tinha 19 anos, anunciaram as autoridades.

Quatro minutos mais tarde, Donnie Edward Johnson, de 68 anos, foi executado no vizinho estado do Tennessee, onde há 35 anos assassinou a mulher.

Em 1997, Michael Samra, então com 19 anos e dotado de uma "inteligência muito limitada", de acordo com documentos judiciários, participou na vingança homicida de um amigo. Os dois mataram o pai do amigo de Michael, a companheira, e as duas filhas desta última, com seis e sete anos.

Os dois foram condenados à morte, mas o amigo de Michael, com 16 anos na altura, viu a pena capital ser comutada em prisão perpétua, na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que proibiu a aplicação da pena de morte a menores de idade.

Os advogados de Michael Samra tentaram que a decisão fosse alargada a jovens com menos de 21 anos, mas o recurso foi recusado na terça-feira. Com os mesmos argumentos, pediram à governadora republicana do Alabama, Kay Ivey, que poupasse Michael Samra.

Ivey, que promulgou na quarta-feira uma lei que proíbe os abortos no seu estado, recusou o perdão e saudou a execução por enviar, na opinião da responsável, "o sinal de que o Alabama não tolera qualquer ato assassino, seja de que natureza for".

Também no Tennessee vizinho, o governador republicano, Bill Lee, recusou perdoar Donnie Edward Johnson, apesar do apoio que o condenado recebeu de vários responsáveis religiosos.

Em 1984, Johnson asfixiou a mulher ao enfiar-lhe um saco plástico na garganta. "Eu não era um homem, mas um monstro", escreveu, num comunicado divulgado pelos advogados.

Na prisão, tornou-se representante da Igreja Adventista do Sétimo Dia junto dos restantes detidos, e pediu clemência ao governador em nome da sua "redenção", sendo apoiado pelo líder daquela Igreja, por bispos católicos e pela filha da vítima.

Desde o início do ano, os Estados Unidos executaram já sete condenados.

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