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Médicos respondem ao lóbi das armas com imagens das salas de cirurgia

Médicos norte-americanos responderam às críticas da Associação Nacional de Armas de Fogo da América de forma pungente. Atenção, algumas imagens podem ferir suscetibilidades.

Médicos respondem ao lóbi das armas com imagens das salas de cirurgia

Vários médicos e enfermeiros norte-americanos recorreram às redes sociais para mostrar porque é que as mortes decorrentes de armas são 'da sua conta'.

A Associação Nacional de Armas de Fogo da América (National Riffle Association - NRA), o maior lóbi de armas de fogo dos Estados Unidos, teceu críticas a um artigo publicado pelos médicos da American College of Physicians (ACP) no dia 30 de outubro, onde os profissionais de saúde se debruçam sobre os ferimentos e mortes resultantes das armas, catalogando o tema como uma questão de saúde pública.

"Alguém devia dizer aos presunçosos médicos anti-armas que se metam no que lhes diz respeito. Metade dos artigos na Annals of Internal Medicine advogam pelo controlo de armas. Mais perturbador, no entanto, é a comunidade médica não ter consultado ninguém a não ser eles mesmos", reagiu a NRA através do Twitter.

Esta reação espoletou uma intensa resposta por parte da comunidade médica norte-americana, que acabou por coincidir com mais tiroteio em solo americano, num bar/restaurante na Califórnia (uma festa universitária foi interrompida por um atirador solitário que matou 12 pessoas, a maior parte jovens estudantes).

Vários profissionais de saúde partilharam textos e fotografias, mais ou menos explícitas, que ilustram o tratamento de pessoas vítimas de bala, indicando que o tema lhes diz respeito (criando a hashtag "this is my lane", uma expressão que, traduzida livremente, significa "diz-me respeito").

"Fazem ideia que quantas balas tiro de corpos por semana? Isto diz-me muito respeito", escreveu a patologista forense Judy Melinek, partilhando um artigo de opinião sobre o assunto, que assinou para a Vox. "Ferimento de bala na aorta de um adolescente de 16 anos. NRA, a mãe dele está na sala de espera", escreveu o cirurgião cardiotorácico Robert Lyons, na sequência do tiroteio na Califórnia, questionando se devia chamar a associação para falar com a progenitora. Lyons partilhou uma imagem (entretanto eliminada) da sua máscara cirúrgica.

Notícias ao MinutoRobert Lyons© Twitter

"Só um lembrete, NRA. Isto diz-me respeito, isto diz-nos respeito. Ela não sobreviveu", partilhou a cirurgiã Stephanie Bonne, com uma imagem do chão da sala de operações.

Posteriormente, acrescentou outra imagem, de uma cadeira. "Querem ver o que me diz respeito? Aqui está a cadeira onde me sento quando digo aos pais que os seus filhos morreram. Como se atrevem a dizer-me que não posso investigar soluções com base em provas".

"À NRA, isto é o que me diz respeito. Não ficaremos em silêncio sobre as consequências da violência com armas", acrescentou a cirurgiã geral Kristin Gee, com uma imagem dos seus pés.

A NRA, o maior lóbi de armas de fogo dos Estados Unidos, tem advogado fortemente contra qualquer medida restritiva no que respeita à venda de armas de fogo.

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