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Lançada campanha para novo referendo sobre Brexit em 2019

O grupo Best for Britain, contrário à saída da União Europeia, defende numa campanha lançada hoje em Londres que o acordo para o Brexit deve ser sujeito a um novo referendo popular em 2019.

Lançada campanha para novo referendo sobre Brexit em 2019
Notícias ao Minuto

11:28 - 08/06/18 por Lusa

Mundo Best for Britain

O grupo, cujo nome significa 'melhor para o Reino Unido', quer criar uma "conversa nacional que resulte num voto da população sobre os termos finais do Brexit".

Financiado pelo investidor e filantropo americano George Soros, o grupo apresentou um plano de ação em que exige que a primeira-ministra, Theresa May, apresente no outono um acordo claro sobre a parceria com a Europa.

O acordo, afirma, deve oferecer abertura para "debater, confrontar e compará-lo com os temos atuais de membros da União Europeia" e deve ser votado no parlamento britânico com a proposta de ser levado a referendo.

Enquanto o voto no parlamento seria apenas indicativo, o referendo popular terá um poder decisivo sobre se os termos negociados com Bruxelas são melhores do que os termos atuais.

A diferença é que, em 2019, a campanha para o referendo deve ser "lutada de forma diferente, sem os erros do passado", em que o voto seja encorajado não por campanhas digitais, mas por assembleias de cidadãos.

Segundo Mark Malloch-Brown, presidente do grupo, "deve ser aquilo que não foi em 2016: [feita com] respeito, atenção e honestidade".

Para a campanha, o grupo vai mobilizar 50.000 ativistas voluntários, que vão visitar cidades e vilas a partir da próxima semana e "levar o debate ao coração do país", prometeu a diretora, Eloise Todd.

Os debates serão feitos em espaços públicos onde serão escutados "diferentes pontos de vista, de pessoas com origens diferentes" de forma a criar uma "opinião construtiva, sem mentiras".

Malloch-Brown recusou ser uma "marioneta de um estrangeiro" e garantiu ter mais de 8.000 doadores que entendem que deve existir um novo referendo quando estiverem disponíveis mais detalhes.

O antigo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros admite a hipótese de perder o segundo referendo, mas mostrou confiança num resultado positivo devido à inscrição de mais eleitores jovens, que são mais pró-europeus.

"A democracia é um constante processo de aprendizagem e que continua a ser revisitado. É um direito democrático dos eleitores mudarem de opinião. Percebemos nos últimos três anos que a realidade é mais complexa e os britânicos merecem o direito de ter uma palavra final", vincou.

O Reino Unido vai deixar a União Europeia em 29 de março de 2019, dois anos após o lançamento oficial do processo de saída, e quase três anos após o referendo de 23 de junho de 2016 que viu 52% dos britânicos votarem a favor do 'Brexit'.

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