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Dietas. É melhor cortar nos hidratos de carbono ou nos alimentos gordos?

Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, analisaram padrões genéticos e a ação das dietas ‘low-carb’ e ‘low-fat’.

Dietas. É melhor cortar nos hidratos de carbono ou nos alimentos gordos?
Notícias ao Minuto

20:39 - 21/02/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Estudo

Um novo estudo publicado por cientistas norte-americanos compara os efeitos das dietas com redução de hidratos de carbono e de gordura. Mas afinal o que é melhor para emagrecer? Os resultados foram publicados na revista médica "Journal of the American Medical Association" (JAMA).

Segundo os investigadores, quando se fala em redução de peso, as duas opções têm efeitos semelhantes: levando igualmente à redução de peso.

A equipa de cientistas também procurou responder se os níveis de insulina ou algum padrão genético específico poderiam prever o sucesso de uma pessoa com uma determinada dieta, e a resposta é não. Apesar dos dados obtidos ainda serem preliminares.

Uma outra conclusão da pesquisa é que a escolha de dieta vai influenciar alguns parâmetros de saúde, como para quem deseja diminuir o colesterol.

"Em relação à saúde, o estudo mostrou o que já é conhecido: para baixar o colesterol é melhor uma dieta pobre em gordura. Já para diminuir os triglicéridos é melhor uma dieta baixa em carboidratos",  explica Christopher Gardner, professor da faculdade de medicina da Universidade de Stanford e principal autor do projeto.

Gardner estudou 609 pessoas com idades entre 18 e 50 anos. Nessa amostra, metade era composta por homens, a outra metade por mulheres. Eles foram divididos igualmente em dois grupos – a dieta com redução de hidratos de carbono (‘low-carb’) e o plano alimentar com redução de gordura (‘low-fat’).

Cada grupo cumpriu a respetiva dieta durante um ano. Até ao final, 20% dos participantes abandonaram o estudo por questões externas.

Antes de começarem o processo, todos participaram em duas atividades. Por um lado, tiveram o genoma sequenciado para que os pesquisadores pudessem encontrar padrões genéticos ligados à atuação do metabolismo com os hidratos ou com as gorduras. Seguidamente, realizaram um teste e ingeriram altos níveis de glicose com o estômago vazio, de modo a que os cientistas pudessem entender se a produção de insulina do corpo estava dentro da norma.

Todos reduziram, nos primeiros dois meses, 20 gramas de hidratos de carbono ou gordura, de acordo com o grupo no qual estavam inseridos. Depois do segundo mês, foram adicionados de 5 a 15 gramas gradualmente.

No final do estudo, os indivíduos dos dois grupos perderam, em média, 13 kg. Havia uma variação grande de peso entre cada indivíduo: alguns perderam mais, outros menos. Mas, segundo Gardner, não ficou estabelecida uma relação entre os genes de cada participante e os níveis de insulina.

O autor também concluiu que a abordagem ‘low-carb’ ou ‘low-fat’ é similar para a perda de peso.

Um ponto que seria interessante olhar em estudos futuros, segundo Gardner é a influência da prática de exercício físico na perda de peso, levando-se em consideração cada dieta escolhida.

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