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Seis factos que provavelmente não sabe sobre o cancro da pele

Quando as células normais da pele envelhecem ou são danificadas, morrem naturalmente. Quando as células perdem este mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (ADN), tornam-se células de cancro.

Seis factos que provavelmente não sabe sobre o cancro da pele
Notícias ao Minuto

08:00 - 14/12/19 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Cancro da pele

Relativamente ao cancro da pele, o melanoma é composto por melanocitos malignos, e são tumores frequentemente castanhos ou pretos. O melanoma é o tipo de cancro de pele mais perigoso, por apresentar maior capacidade de metastização, espalhando-se com facilidade pelas veias sanguíneas e linfáticas presentes na derme a outras partes do corpo, segundo dados divulgados na página online da rede de hospitais privados CUF.

Em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma maligno.

Se no início do século XX o melanoma era considerado raro, atualmente a sua incidência tem aumentado em 4-8% por ano.

Os fatores que propiciam o aparecimento de cancro da pele incluem exposição excessiva ao sol, a cor da pele, sardas e a existência de um histórico familiar da doença.

Em declarações à revista Women's Health, o médico Luiz Guilherme Castro, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no Brasil, tirou mais algumas dúvidas sobre o tema:

Tudo sobre cancro da pele

1. A principal forma de prevenção do cancro da pele não melanoma é evitar a exposição ao sol sem proteção

Mais de 90% dos casos de diagnósticos de cancro da pele não melanoma são reflexo da exposição aos raios ultravioletas de forma inadequada. Clinicamente o tumor é mais frequente em locais que são expostos ao sol de forma crónica como face, tronco e pernas.

2. Apenas a proteção na pele não basta: lembre-se de proteger os lábios

O cuidado com os lábios vai muito além da estética. Luiz Guilherme explica que além de evitar o aparecimento de fissuras na pele sensível, que podem levar a contração de bactérias, o uso de protetor solar labial previne o aparecimento de rugas precoces e de cancro. “Por ser tratar de uma área delicada do nosso corpo e que sofre com grande exposição ao sol, assim como todo o rosto, é necessário atenção redobrada”, afirma o dermatologista.

3. Cancro da pele: o tratamento é, na sua grande maioria, cirúrgico 

O tratamento mais usado para tratar os casos de cancro da pele é a cirurgia. Eventualmente, também é possível usar outros métodos, como terapia fotodinâmica, radioterapia ou até quimioterápicos em forma de pomada. A escolha do melhor método de tratamento é feita por um médico especialista que levará em conta o tipo da lesão, o subtipo do cancro, o tamanho do tumor, assim como as particularidades de cada paciente.

4. Pessoas de pele, cabelos e olhos claros têm um maior risco de desenvolver a doença

Luiz Guilherme explica que, por terem menos pigmento na pele, estas pessoas contam com uma menor proteção contra as radiações UV, e, por consequência, têm um risco mais elevado de desenvolver o tumor.

Além disso, peles claras, que produzem menos melanina, são mais suscetíveis a queimaduras provocadas pelos raios UVB do sol. Durante dias nublados a pele recebe a radiação UVA, que embora seja menos perigosa, é uma grande responsável pelo envelhecimento da pele. 

5. Os tipos de cancro da pele melanoma têm pouca relação com a exposição solar

Um dos tipos mais graves de cancro da pele, responsável por cerca de 5% dos casos da doença, os melanomas têm uma relação menos direta com a exposição solar. Grande parte dos casos de melanoma cutâneo aparecem em áreas não expostas cronicamente ao sol, como dedos, couro cabeludo, nádegas, etc. É importante ressaltar ainda que, muitos casos de melanoma, têm mais relação com mutações genéticas do que exposição ao sol.

Os principais fatores de risco para o tumor são: histórico familiar, ter pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino. 

6. Os carcinomas costumam manifestar-se como feridas que não cicatrizam. Já os melanomas manifestam-se como sinais, lesões pretas

Para identificar um sinal suspeito, os especialistas recomendam o uso da regra denominada ABCDE, que consiste na observação de cinco aspectos diferentes:

Assimetria: sinais que não são simétricos;

Bordas: quando as bordas apresentam irregularidades no seu formato;

Cor: variação da tonalidade dos sinais e mudança de tonalidade de um sinal já existente;

Diâmetro: sinais com diâmetro maior que 5mm;

Evolução: sinais que se modificam em qualquer aspecto como cor ou tamanho. 

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