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Alzheimer: Cérebro começa a mudar 30 anos antes do diagnóstico

A descoberta pode ajudar no desenvolvimento de exames de diagnóstico, garantindo tratamento precoce e maior qualidade de vida ao paciente.

Alzheimer: Cérebro começa a mudar 30 anos antes do diagnóstico

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Alzheimer é responsável por 60% a 70% dos casos de demência – grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. Estima-se que 44 milhões de pessoas sofram de demência no mundo 

Apesar dos esforços da comunidade médica, ainda não foi possível encontrar uma cura para o Alzheimer. Diversas pesquisas têm sido realizadas para encontrar formas de detectar a doença cada vez mais cedo, o que ajudaria a minimizar o impacto dos sintomas. Agora, um novo estudo descobriu que algumas mudanças químicas e na anatomia no cérebro ocorrem décadas antes do surgimento dos primeiros sintomas do Alzheimer. Isso significa que, se reconhecidos precocemente, esses sinais poderiam facilitar o início das intervenções terapêuticas e proporcionar maior qualidade de vida ao paciente.

A pesquisa, publicada no periódico Frontiers in Aging Neuroscience, descobriu que uma das alterações se dá nos níveis da proteína Tau, que começam a aumentar 34 anos antes do diagnóstico. Essa proteína é conhecida como um dos principais indicadores da doença. Outras mudanças acontecem no lobo temporal, parte do cérebro responsável pela memória e pelo comportamento emocional. Nesta região, as modificações podem ser vistas até nove anos antes dos primeiros sintomas. 

Segundo os investigadores, as alterações acontecem ao longo dos anos e podem ser identificadas através de exames médicos periódicos. “O nosso estudo sugere que pode ser possível usar imagens do cérebro e análise do fluido espinhal para avaliar o risco de Alzheimer dez anos ou mais antes que ocorram os sintomas mais comuns, como declínio cognitivo leve”, disse Laurent Younes, principal autora do estudo. 

O que isso significa?

Os investigadores ressaltam que as alterações cerebrais variam consideravelmente entre os indivíduos, portanto, é necessário encontrar um mínimo de marcadores alterados para verificar o risco para o Alzheimer. “Várias medidas bioquímicas e anatómicas podem ser identificadas até uma década ou mais antes do início dos sintomas clínicos. O objetivo é encontrar a combinação certa de marcadores que indiquem risco aumentado de comprometimento cognitivo e usar essa ferramenta para orientar eventuais intervenções para evitar esse desenvolvimento”, comentou Michael I. Miller, co-autor do estudo, em comunicado.

Apesar disso, os investigadores acreditam que os dados apurados possam levar à criação de melhores exames para diagnosticar a doença precocemente. Ajudando a garantir que o paciente conheça todas as opções de tratamento e desfrute de maior qualidade de vida.

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