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Dentro de "2 a 3 anos", Jerónimo Martins expandirá "para outros lugares"

O antigo presidente da Jerónimo Martins Alexandre Soares dos Santos afirmou hoje que o grupo se vai expandir dentro "de dois a três anos para outros lugares", mas garantindo que a família manterá a empresa em Portugal.

Dentro de "2 a 3 anos", Jerónimo Martins expandirá "para outros lugares"

Alexandre Soares dos Santos falava na inauguração do maior e mais moderno centro logístico do grupo, em Alfena, concelho de Valongo, distrito do Porto, que representa um investimento de 75 milhões de euros.

"Não vamos parar, a minha família não vende, a minha família está em Portugal", afirmou Alexandre Soares dos Santos, que é presidente da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, a maior acionista do grupo Jerónimo Martins.

"Queremos crescer no mundo. Vamos expandir" dentro de "dois a três anos para outros lugares", disse.

Atualmente, a Jerónimo Martins está presente em Portugal, Polónia e Colômbia.

Na inauguração do centro, que conta com 450 postos de trabalho diretos e 300 indiretos, marcou presença o primeiro-ministro, António Costa, a quem Alexandre Soares dos Santos agradeceu a presença.

"É o único primeiro-ministro que conheci bem", afirmou o fundador da Jerónimo Martins.

Na sua intervenção, Alexandre Soares dos Santos criticou o facto da "iniciativa privada" ser "mal tratada" em Portugal.

"Somos acusados de tudo", mas "esta obra [centro logístico] que está aqui demonstra que é mentira", afirmou, salientando que são os investimentos que são feitos pelas empresas que tornam o país mais competitivo.

Sublinhou que é preciso "compreender o mundo" não funcionar como se se vivesse numa aldeia.

"Se julgamos viver na mesma aldeia somos totalmente enganados", disse, enquanto se ouviam os protestos de representantes do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, que reivindicavam nas imediações melhores condições salariais.

Alexandre Soares dos Santos afirmou que o grupo é "única empresa portuguesa que é verdadeiramente multinacional".

O gestor criticou ainda aqueles que falam dos salários dos administradores do topo. "Quando criticam os salários de topo são salários do mundo, não de uma rua Augusta ou do Ouro [em Lisboa]", apontou.

Dirigindo-se ao primeiro-ministro, Alexandre Soares dos Santos garantiu: "Vamos continuar a investir, só nesta casa [centro logístico de Alfena] foram investidos 75 milhões de euros".

Já o primeiro-ministro deu os parabéns à Jerónimo Martins, que hoje apresentou uma nova imagem, pelos seus 225 anos de vida.

"Este investimento é essencial", continuou o governante, salientando que o país "precisa cada vez mais de produzir", numa alusão à aposta que o grupo tem feito nos últimos anos na área agroalimentar.

António Costa considerou um exemplo o caso da Jerónimo Martins que, apesar da sua internacionalização, continua a dar atenção ao mercado português.

O investimento da Jerónimo Martins "é um grande sinal de confiança no futuro de Portugal", concluiu o governante.

Entre 2012 e 2016, o grupo investiu 550 milhões de euros em Portugal.

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