Grupo angolano e empresário português investem 11,2 milhões em matadouro

Um consórcio formado por um grupo angolano e um empresário português vai investir 12 milhões de dólares (11,2 milhões de euros) na instalação, na província do Cuanza Norte, de um matadouro com mais de 100 trabalhadores.

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Economia Cuanza Norte

Segundo o contrato de investimento entre o consórcio, formado pela empresa angolana Lusounu Internacional (90%) e o empresário português Ivo Cruz Marques (10%), residente em Angola, e a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), a que a Lusa teve acesso, o projeto "Matadouro Unicarnes" será instalado num prazo de um ano no município angolano do Dondo.

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Consiste na construção de uma unidade de abate, processamento e comercialização de gado bovino e caprino, além de armazenamento de carne refrigerada e congelada, respetiva embalagem e expedição, mas também com o fabrico de farinha de carne e gorduras.

Contará com 110 postos de trabalho, essencialmente angolanos, e a "alavancagem da atividade de criação de gado bovino" é um dos impactos do projeto previstos pelos investidores, no respetivo contrato, bem como o "aumento da oferta de um produto cujas importações anuais andam à volta dos 600 milhões de dólares".

O consórcio promotor do investimento estima que 25% da produção anual desta unidade será para exportar.

Em contrapartida, ao abrigo do contrato de investimento com a estatal UTIP, os investidores vão beneficiar de isenções fiscais, como a redução de 70% no pagamento de imposto Industrial, sobre Aplicação de Capitais e de Sisa, na aquisição de terrenos e imóveis, durante oito anos.

O Governo angolano aprovou no final de janeiro um plano para importar já este ano 10.500 cabeças de gado para repovoar o planalto de Camabatela, no interior norte do país, cortando desta forma nos 328 milhões de euros de carne importada anualmente.

O plano foi aprovado em reunião conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros e visa o objetivo de tornar o planalto de Camabatela, que abrange as províncias do Cuanza Norte, Malanje e do Uíge, "autossuficiente", até 2025, na produção de bovinos para o abate e repovoamento, conforme explicou o ministro Agricultura.

Marcos Alexandre Nhunga adiantou, em declarações aos jornalistas no final daquela reunião, tratar-se de um investimento superior a 206 milhões de dólares (193 milhões de euros), a realizar pelos empresários nacionais, permitindo poupar nas importações de carne para consumo, que custam anualmente mais de 350 milhões de dólares (328 milhões de euros).

O setor da agricultura, segundo o Governo, importar este ano 8.000 cabeças de gado bovino para confinamento e 2.500 para a reprodução, no quadro do programa de repovoamento da região do país.

"Há toda uma necessidade para se fazer um esforço para que esse planalto seja repovoado", enfatizou o governante.

Só este investimento, para o qual ainda será necessário garantir financiamento e disponibilização de divisas, pelo Estado, permitirá garantir no futuro dez mil toneladas de carne por ano, "correspondente a 60% das necessidades de consumo do país", explicou Marcos Alexandre Nhunga.

O planalto de Camabatela ocupa uma área de 12 mil quilómetros quadrados e é descrito como reunindo condições climatéricas propícias para o desenvolvimento agropecuário, nomeadamente a criação de gado.

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