Empresários timorenses e fundo das Fiji na corrida pela Timor Telecom

O empresário timorense Abílio Araújo confirmou hoje à Lusa que o grupo Investel, que lidera, é um dos atuais três candidatos à compra da participação da brasileira Oi na Timor Telecom, explicando que está agora a avaliar a empresa.

© Reuters
Economia Telecomunicações

"Não se trata para já de ganhar ou perder a proposta mas, nesta fase de perceber se o negócio é bom e depois das reuniões e consultas que estamos a fazer com a administração é que saberemos isso e faremos então a oferta vinculativa", explicou.

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Em junho o empresário timorense Nilton Gusmão, responsável do grupo ETO, confirmou à Lusa que também estava em diálogo com a Oi para comprar a participação na Timor Telecom (TT).

Fonte próxima ao processo confirmou à Lusa que além destes dois empresários timorenses há ainda um terceiro candidato, nomeadamente um fundo de pensões das Fiji.

A mesma fonte explicou que se espera que o processo possa estar concluído até outubro e que a decisão final sobre o comprador da participação da Oi seja anunciada no próximo mês.

Em causa está a maior fatia de capital da TT (54,01%), controlada pela sociedade Telecomunicações Públicas de Timor (TPT) onde, por sua vez, a Oi controla 76% do capital, a que se soma uma participação direta da PT Participações SGPS de 3,05%.

Os restantes acionistas da TPT são a Fundação Harii - Sociedade para o Desenvolvimento de Timor-Leste (ligada à diocese de Baucau), que controla 18%, e a Fundação Oriente (6%).

Na TT, o capital está dividido entre a TPT (54,01%), o Estado timorense (20,59%), a empresa com sede em Macau VDT Operator Holdings (17,86%) e o empresário timorense Júlio Alfaro (4,49%).

Abílio Araújo explicou que mais do que em Timor-Leste o grupo Investel pretende alargar o seu investimento a outros países da CPLP e que depois da proposta concreta inicial está agora a analisar "toda a informação pertinente" sobre a situação da Timor Telecom.

"Até ao momento achamos que a empresa tem condições para ser uma boa empresa. A minha preocupação, que já transmite à Oi, é que o arrastar deste situação está a ser prejudicial para a TT", afirmou.

Relativamente ao mercado de telecomunicações em Timor-Leste - que especialistas dizem estar saturado com os atuais três operadores (a indonésia Telkomcel e a vietnamita Telemor) Abílio Araújo considera que pode haver uma reconfiguração no futuro.

"Não tenho duvida de que a TT é uma empresa referência. Foi de facto a que investiu bastante e investiu na valorização dos quadros timorenses. É possível que no setor vejamos fusões ou aquisições. Essa pode ser a tendência", disse.

Sobre o seu concorrente, Nilton Gusmão, o responsável da Investel considera que "não há um melhor que o outro", manifestando-se porém esperançado que o ativo fica "em mãos timorenses".

"Para nós, esperamos que quem fique com a TT não perca de vista a referência que ela é. Se ficar o Nilton fico satisfeito. Se ficar eu fico contente. Acho que isto devia ficar nas mãos dos timorenses", disse.

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