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Quénia emite 1,58 mil milhões de dólares de dívida

O Quénia emitiu 1,58 mil milhões de dólares de dívida pública, tornando-se o terceiro país da África subsaariana a ir aos mercados este ano, depois da Costa do Marfim e do Benim.

Quénia emite 1,58 mil milhões de dólares de dívida
Notícias ao Minuto

10:39 - 15/02/24 por Lusa

Economia Quénia

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, que cita o banco central do Quénia, o país recebeu ofertas de compra de dívida no valor de quase cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros), tendo vendido 1,58 mil milhões de dólares (1,47 mil milhões de euros) a uma taxa de juro anual de 10,3% e uma maturidade de oito anos e meio.

Para além desta emissão, o Quénia vai também recorrer aos mercados para refinanciar o pagamento de dois mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) de dívida que vence em junho, o que, de acordo com a Bloomberg, levantou receios de que o país teria de recorrer às parcas reservas externas para servir a dívida e evitar o incumprimento.

Com a emissão desta semana, pela qual pagou juros mais elevados que a Costa do Marfim (8,5%) e o Benim (8,3%), os primeiros países da África subsaariana a irem aos mercados desde a pandemia de covid-19, o Quénia pretende investir em infraestruturas e refinanciar a dívida que vence em junho, procurando condições financeiras mais vantajosas.

Só este ano, o Quénia terá de pagar 5,2 mil milhões de dólares (4,8 mil milhões de euros) em dívida vencida, e mais 2,7 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) em dívida cuja maturidade termina em 2025.

"Eles decidiram pagar para acabar com a incerteza relacionada com este pagamento, que estava a colocar pressão na moeda e nas taxas de juro internas", comentou o analista Gordon Bowers, Columbia Threadneedle Investments, acrescentando que, "se a emissão acalmar os nervos do mercado, pagar para ter acesso ao mercado pode muito bem valer a pena", já que evitaria recorrer às reservas externas e, com isso, piorar as métricas que os analistas e as agências de rating usam para medir a solidez financeira do país.

A emissão "retira incerteza sobre a capacidade do Governo servir a sua dívida, melhorando a confiança dos investidores e potencialmente baixando o custo de novas emissões", dizem os analistas da Moody's num comentário à emissão de dívida.

Contudo, alertam que, "apesar de a emissão aliviar a pressão de curto prazo, o Quénia ainda enfrente amortizações desafiantes a seguir ao pagamento de junho", altura em que terá de pagar 5,2 mil milhões de dólares, mais de 4,8 mil milhões de euros.

Desde o princípio de 2022 que os juros exigidos ao Quénia "eram proibitivamente altos", aponta a Moody's, notando que "isto impedia o acesso aos mercados e aumentava os receios dos investidores de que o país não seria capaz de cumprir os grandes pagamentos previstos para este ano".

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