Riscos internacionais e de instabilidade política 'travam' economia

O agravamento dos riscos internacionais e a convicção de que não sairá um Governo de maioria estável das eleições de 10 de março levam o Fórum para a Competitividade a perspetivar um forte abrandamento da economia em 2024.

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Lusa
18/01/2024 17:57 ‧ 18/01/2024 por Lusa

Economia

Fórum para a Competitividade

Após um crescimento da economia que, em 2023, deverá ter sido de 2,1% a 2,2%, o Fórum para a Competitividade aponta para este ano para um "forte abrandamento do crescimento", para entre 0,9% e 1,3%, com recuperação para 2025.

Nas suas "Perspetivas empresariais" do quarto trimestre, hoje divulgadas, o Fórum para a Competitividade sublinha que "os riscos internacionais subiram" e, com eles, o "potencial" para que em 2023 se registe um "menor crescimento" e uma "maior inflação", o que poderá "vir a refrear o atual elevado otimismo sobre a descida das taxas de juro dos bancos centrais".

A esta conjuntura internacional e potenciais impactos, o Fórum junta a convicção de que as eleições legislativas marcadas para 10 de março "dificilmente conseguirão produzir um governo baseado numa maioria estável", levando a que a incerteza política vá diminuir "de modo limitado".

Ainda que considere que o segundo semestre do ano tenha condições "para ser mais favorável" -- pela descida das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) e alguma "definição política" -, o organismo estima que o corrente ano deverá ser de abrandamento do crescimento da economia.

"Em 2024, o consumo deverá permanecer moderado, podendo melhorar de forma mais significativa a partir do segundo semestre", refere a mesma análise, precisando que os aumentos salariais deste ano deverão "permitir ganhos reais, ainda que modestos e de recuperação das perdas significativas de 2022 e 2023".

O Fórum considera ainda que o crescimento "fraco" do emprego e a recuperação da poupança deverão constituir um travão a aumentos expressivos do consumo, mas, que a descida das taxas Euribor, a partir de meados do ano, "deverá gerar algum alívio para as famílias", sobretudo pelas perspetivas de quedas sucessivas no futuro.

Já para 2025 antecipa uma recuperação para entre 1,6% a 2,1%.

Leia Também: Fórum para a Competitividade vê PIB a crescer entre 0,9% e 1,3% em 2024

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