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Exportações reféns da resistência dos principais parceiros comerciais

O desempenho das exportações portuguesas deverá ser fortemente condicionado pela economia dos principais parceiros comerciais, apesar do turismo se mostrar mais resiliente do que a venda de bens ao exterior, segundo os economistas consultados pela Lusa.

Exportações reféns da resistência dos principais parceiros comerciais
Notícias ao Minuto

08:02 - 15/12/23 por Lusa

Economia Exportações

"A economia portuguesa está integrada com a da zona euro, pelo que sofre os mesmos efeitos. Acresce que os restantes países da zona euro, em particular a Espanha e a Alemanha, são os principais parceiros económicos de Portugal. Um abrandamento ou mesmo uma recessão na zona euro pesará negativamente no comércio externo", assinala o coordenador do NECEP -- Católica-Lisbon Forecasting Lab, João Borges de Assunção.

Apesar de destacar que a expectativa genérica é que os principais parceiros de Portugal "tenham um ano de 2024 um pouco melhor do que o atual, mas permanecendo abaixo do potencial", o diretor do gabinete de estudos do Fórum para a Competitividade, Pedro Braz Teixeira, alerta que "o mau comportamento das exportações portuguesas está a ser pior" do que a evolução dos parceiros.

Para o economista, este cenário "lança a dúvida sobre possíveis problemas de competitividade", o que acredita "será uma das questões importantes a acompanhar nos próximos meses".

Neste sentido, o professor do ISEG António Ascenção Costa dá nota que as exportações, nomeadamente de bens, já estão a ser condicionadas pela desaceleração económica dos principais parceiros comerciais.

"Isso tem sido visível no decréscimo homólogo da atividade industrial em Portugal depois do primeiro trimestre do corrente ano", assinala, salientando que o prolongar da estagnação do crescimento da zona euro seja negativo para Portugal.

Por outro lado, poderá ser positivo, se a retoma da zona euro se efetivar.

"Mas, para já, ainda não se pode dizer que esta já começou a recuperar, na melhor das hipóteses apenas que a situação de crise não se estará a aprofundar. Em todo o caso, a mais recente descida da inflação e a perspetiva de que o Banco Central Europeu (BCE) poderá parar as subidas da taxa de juro poderão criar um clima mais favorável ao crescimento", aponta.

Por outro lado, vê as exportações turísticas com "um potencial de crescimento, moderado, sobretudo fora dos trimestres sazonalmente mais fortes", o que, acredita, "se torna provável se a conjuntura económica externa evoluir dentro do atualmente esperado".

No entanto, alerta ser "evidente que a dependência das exportações turísticas pode ser um risco se a conjuntura internacional se agravar".

Por seu lado, João Borges de Assunção recorda que "Portugal já recuperou quase completamente na fileira do turismo", pelo que adverte que "o crescimento anormalmente elevado de 2022 e 2023 deverá ser difícil de continuar".

O Ministério das Finanças prevê um crescimento das exportações de 4,3% em 2023 e de 2,5% em 2024.

Leia Também: Xi afirma que laços comerciais com EUA têm "perspetivas promissoras"

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