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Proposta da Altice deixa trabalhadores com perda de "poder de compra"

O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Altice em Portugal (STPT) disse hoje que a proposta da empresa no âmbito das negociações do acordo coletivo de trabalho (ACT) deixa todos os trabalhadores "com perda de poder de compra".

Proposta da Altice deixa trabalhadores com perda de "poder de compra"
Notícias ao Minuto

16:04 - 04/12/23 por Lusa

Economia Sindicato

Num comunicado, a estrutura sindical explicou que no dia 30 de novembro "ocorreu a terceira reunião das negociações do ACT 2024 entre a empresa e as associações sindicais".

O sindicato lembrou que, "quando apresentou a sua proposta, na reunião de 24 de novembro, a Comissão Executiva afirmou que, com aquela proposta e com o que tinha sido negociado para 2023, estaria a compensar os trabalhadores do grupo Altice, principalmente os que recebem menos, pela perda do poder de compra em 2022 e 2023".

No encontro da semana passada, a gestão, segundo o sindicato, "começou por apresentar algumas informações das que tinham sido solicitadas pelos sindicatos", destacando que, "quanto ao número de progressões e promoções nos últimos anos e quantos trabalhadores estão sem movimento há mais de 3, 5 e 10 anos, ficou claro que a maioria dos trabalhadores não teve qualquer movimento de evolução profissional nos últimos 10 anos", apelando a uma solução "adequada e urgente".

Por outro lado, lê-se no comunicado, "a Comissão Executiva procurou responder ao STPT, explicando os cálculos e pressupostos que estiveram na base da sua proposta e da sua afirmação relativamente à compensação do poder de compra dos trabalhadores".

A estrutura sindical referiu que, segundo a gestão, com "os aumentos negociados para 2023, e a proposta para 2024", incluindo a subida do salário mínimo para 850 euros, o aumento no subsídio de refeição em 0,68 euros por dia útil e o aumento salarial de 1,5%, somados "aos valores líquidos da 'compensação extraordinária' paga em 2023 (mas comunicada como referente a 2022) seria possível compensar o efeito da inflação de 12,6% para 2022 e 2023".

O STPT disse, por sua vez, que o racional da Comissão Executiva "não está correto", até porque a "'compensação extraordinária' referia-se a 2022, ainda que apenas tenha sido paga em 2023 e que a mesma, por ser 'extraordinária', não foi incorporada nos salários dos trabalhadores".

Ainda assim, "e mesmo seguindo o racional altamente discutível" da gestão, o sindicato garantiu que "mesmo os trabalhadores de mais baixos rendimentos veriam os seus rendimentos aumentados em 10,3% (no efeito combinado para 2023 e 2024), perdendo 2,3% face à inflação agregada de 12,6%".

Numa simulação realizada pelo sindicato, os valores apontaram "para um aumento combinado de 5,5% para os trabalhadores que ganham cerca de 1.500 euros mês, perdendo estes trabalhadores -7,1% face à inflação agregada de 12,6%".

Por isso, o STPT "não considera nem adequado, nem possível defender que a proposta da Comissão Executiva, permite a compensação do poder de compra dos trabalhadores".

O sindicato mantém, mesmo assim, "a confiança no processo negocial" e o "posicionamento de seriedade e de procura de soluções com que sempre tem pautado a sua atuação", reafirmando a proposta que apresentou.

Leia Também: Sindicato critica proposta salarial da Altice e mantém exigências

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