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Ryanair pede a Bruxelas céus abertos durante greves de controladores

A Ryanair apresentou hoje 1,1 milhões de assinaturas de cidadãos a Bruxelas para exigir que os céus da UE permaneçam abertos durante as greves dos controladores aéreos, para que os aviões possam sobrevoar os países onde ocorrem essas ações.

Ryanair pede a Bruxelas céus abertos durante greves de controladores
Notícias ao Minuto

13:27 - 31/05/23 por Lusa

Economia Companhia aérea

O pedido, apresentado pelo presidente executivo (CEO) da companhia de baixo custo, Michael O'Leary, ao gabinete da presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, surge após 57 dias de greves dos controladores aéreos nos primeiros cinco meses do ano, dez vezes mais do que em 2022, segundo dados da companhia.

As greves, salienta a companhia aérea, forçaram o cancelamento de milhares de voos que deveriam sobrevoar a União Europeia a partir de Espanha, Alemanha, Itália, Reino Unido e Irlanda, enquanto a França tem uma lei de serviço mínimo que protege principalmente os voos domésticos e de curta distância, mas gera cancelamentos "desproporcionados" daqueles que devem sobrevoar o seu território.

Por conseguinte, apela à França, bem como a outros Estados, para que imitem as regras de serviço mínimo já em vigor em Espanha, Itália e Grécia, que protegem o tráfego que sobrevoa o seu território em caso de greve, e solicita à Comissão Europeia que atue a nível da UE.

"Apoiamos o direito dos controladores aéreos a fazer greve (...), o importante é manter os voos e o céu europeu aberto. Se vai haver cancelamentos, os voos domésticos ou de curta distância em França devem ser cancelados porque têm alternativas: autoestradas, comboios...", disse O'Leary numa conferência de imprensa em Bruxelas, salientando o grande impacto das greves em França devido à situação geográfica do país.

A Ryanair pede à Comissão que, em caso de greve, proteja 100% dos sobrevoos em toda a UE, como já fazem Espanha, Itália e a Grécia, e que, se houver cancelamentos, estes se apliquem principalmente aos voos internos ou de curta duração com origem ou destino no país do protesto.

A transportadora aérea defende ainda a obrigatoriedade de um pré-aviso de greve de, pelo menos, 21 dias e de um pré-aviso de três dias para os trabalhadores que vão participar na greve, a fim de minimizar o impacto nos passageiros, permitindo-lhes ser informados atempadamente, bem como a exigência de um processo de arbitragem para os litígios entre controladores antes de entrarem em greve.

"A Comissão Europeia tem a obrigação de proteger a liberdade de circulação dos cidadãos e o mercado único da aviação, tem de agir", declarou O'Leary, que apelou a Bruxelas para que "pressione" a França a adotar regras semelhantes às de outros países.

Entre janeiro e maio, as greves levaram a companhia aérea a cancelar 1.200 voos na Europa, deixando em terra 216.000 passageiros.

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