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Estabilidade financeira? Guerra e evolução económica chinesa são riscos

O Banco de Portugal (BdP) assinalou hoje que a guerra na Ucrânia e a evolução económica na China têm tido consequências nas políticas monetárias e estabelecido uma "elevada incerteza das projeções económicas", colocando em risco a estabilidade financeira.

Estabilidade financeira? Guerra e evolução económica chinesa são riscos
Notícias ao Minuto

12:03 - 23/11/22 por Lusa

Economia BdP

"A invasão da Ucrânia e a evolução económica na China, com impacto sobre a atividade económica e a inflação, geram incerteza com consequências sobre a condução das políticas monetárias no mundo", refere o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), hoje apresentado.

De acordo com o relatório, esta intensificação das tensões geopolíticas "materializou-se num reforço das pressões inflacionistas, em particular através do aumento dos custos da energia e dos bens alimentares que se repercutem nos preços de outros bens e serviços".

A este fator somam-se elementos como a aceleração dos custos de financiamento de vários setores institucionais e consequente condicionamento da sua capacidade de servir a dívida e a baixa confiança dos agentes económicos.

"Estes fatores, quando conjugados, atestam a substancial volatilidade observada nos mercados financeiros internacionais, onde qualquer sinal de abrandamento ou aceleração económica é absorvido e refletido nos principais índices acionistas, bem como nas taxas de rendibilidade de títulos de dívida soberana", lê-se no documento hoje publicado.

O Banco de Portugal enumera seis "vulnerabilidades e riscos para a estabilidade financeira".

A primeira é "o risco de uma reavaliação adicional dos prémios de risco", que, perante um contexto de elevada volatilidade, choques adicionais "poderão provocar maior aversão ao risco, gerando uma desvalorização das carteiras de ativos e aumentando os custos de financiamento de mercado para novas emissões".

A esta segue-se "a trajetória de redução de endividamento público", que "pode ser desafiada pelo aumento das despesas com juros e pelo abrandamento real e nominal da economia".

O BdP regista que "a desaceleração económica e a subida da inflação, conjugadas com aumentos adicionais das taxas de juro de mercado, poderão deteriorar a situação financeira dos particulares", em especial junto dos mais vulneráveis e num contexto de poupança reduzida que pode aumentar o risco de incumprimento.

O banco central alerta, também, para a vulnerabilidade da "materialização do risco de crédito associado à exposição do setor bancário às empresas mais afetadas" pela pandemia da covid-19 e pelo aumento dos custos de energias e matérias-primas e que detêm menor poder de mercado ou uma estrutura de balanço mais frágil.

O REF vê ainda o "risco de redução dos preços no mercado imobiliário residencial" como uma vulnerabilidade para a estabilidade financeira.

Finalmente, "uma inflação elevada e persistente, um aumento abrupto das taxas de juro e um abrandamento forte da atividade económica" são os principais fatores de risco para o setor bancário, através do risco de crédito e risco de mercado.

Além destes seis elementos, o BdP aponta que, paralelamente a estes riscos, deverão ser considerados "desafios mais estruturais", destacando as implicações da transição climática, da transformação digital, onde se inclui a resiliência operacional e a minimização dos riscos cibernéticos, e da alteração no processo de globalização económica e financeira nos fluxos económicos e financeiros e nos custos de produção.

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