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Grupo português ETE abre mercado asiático a Cabo Verde com nova empresa

O grupo português ETE anunciou hoje a criação do novo operador logístico internacional Nanani, numa parceria com empresas na Ásia, Europa e África que "facilitará" o acesso de Cabo Verde aos mercados asiáticos.

Grupo português ETE abre mercado asiático a Cabo Verde com nova empresa
Notícias ao Minuto

10:41 - 29/11/21 por Lusa

Economia Nanani

De acordo com informação do Grupo ETE, a constituição desta nova empresa representa "mais um passo na internacionalização", desta vez "para os mercados da Ásia e África", tendo "como principal objetivo facilitar a entrada de clientes" naquelas geografias, "com particular destaque para Cabo Verde".

"A empresa, resulta de uma joint venture entre o Grupo ETE e parceiros em cada um destes mercados, nomeadamente a Steelduxx [Bélgica], SevenLog Ghana [Gana] e TST Japan [Japão]. Numa parceria única, assumem um papel de igualdade num projeto que servirá melhor o mercado cabo-verdiano e contribuirá profundamente para a captação de novos clientes e para a dinamização das trocas comerciais", refere a mesma informação, enviada à Lusa.

Entre a atividade disponibilizada pela Nanami destacam-se os serviços logísticos integrados e totalmente customizados, o agenciamento, o afretamento e serviços marítimos, a gestão de navios e consultoria marítima, o que empresa salienta "como um contributo fundamental para uma maior fluidez das cadeias de distribuição, proporcionando o crescimento e a consolidação da posição dos seus clientes em novos mercados, nomeadamente África, Ásia e Europa".

"Com especial destaque para o mercado de Cabo Verde, onde o Grupo ETE conta com uma presença sólida de mais de 30 anos, o surgimento da Nanami contribuirá para facilitar a penetração das empresas asiáticas no mercado cabo-verdiano e, simultaneamente, promover novos negócios entre este e o mercado asiático, resultando numa maior dinamização do comércio internacional", refere ainda.

A nova empresa, com sede em Antuérpia, Bélgica, surge como uma plataforma para a entrada de empresas japonesas nos mercados africano e europeu, enquanto permite ao Grupo ETE "abrir a sua atividade ao contexto asiático alargando assim a sua representação no mesmo".

De acordo com o vice-presidente do Grupo ETE em Cabo Verde, Jorge Maurício, esta empresa resulta da aposta na promoção de novos mercados, envolvendo o arquipélago.

"O Grupo ETE está a construir um modelo de infraestrutura global de serviços em Cabo Verde, oferecendo soluções integradas e que visam, dia após dia, a consolidação do seu compromisso com o desenvolvimento económico-social do país. E deste, faz parte, a promoção das relações e trocas comerciais com outros países africanos ou oriundos de outros continentes, como é o caso do Japão, que agora se veem reforçados com a chegada da Nanami", afirmou.

A aposta do Grupo ETE envolvendo Cabo Verde como, mercado favorável para a dinamização do comércio internacional, é justificada por Jorge Maurício pela "localização geográfica privilegiada", que permite funcionar como um 'hub' de transportes no Atlântico, nomeadamente marítimos, permitindo às empresas do grupo "contribuir fortemente para as exportações e importações, fomentando a economia local".

"Muitas são as operações que desenvolvemos, no âmbito da nossa atividade, como por exemplo, o bunkering, o transbordo de contentores, o transbordo de pescado e a inspeção técnica de navios e mercadorias, e que são cada vez mais procuradas nas rotas que ligam Cabo Verde a outros mercados. Por isso, acreditamos que poderão ser ainda mais potenciadas, com a chegada da Nanami, contribuindo para o posicionamento de Cabo Verde num mercado logístico global e integrado", afirmou.

Fundado em 1936, o Grupo ETE é tido como uma referência no setor marítimo-portuário, integrando as áreas de operação portuária, transporte marítimo, operação logística, transporte fluvial, agentes de navegação, engenharia, construção e reparação naval.

Detém atualmente em Cabo Verde a concessão do transporte marítimo, de passageiros, veículos e cargas, entre ilhas, através da sua participada CV Interilhas, ainda a Transinsular, a Navex, a ETE Logística e a S&C, todas empresas de direito cabo-verdiano.

"Temos mais de 200 trabalhadores neste momento, no global, o que já faz de nós um dos grandes empregadores em Cabo Verde, isso também deve ser tido em conta o volume de negócios também do grupo em Cabo Verde já é expressivo. Já é à volta de 30 milhões de euros por ano. Portanto, isto já expressa a nossa presença e é uma indicação forte de que nós estamos cá para crescer e para estar 'sine die', se podemos dizer assim", explicou anteriormente à Lusa o vice-presidente do Grupo ETE Cabo Verde, recordando que a presença no arquipélago, através da Transinsular, já tem mais de 30 anos.

Detido exclusivamente por capitais portugueses, o Grupo ETE refere que emprega mais de 1.000 colaboradores e gera um volume de negócios anual superior a 200 milhões de euros, tendo presença com operações próprias na Bélgica, Cabo Verde, Moçambique, Uruguai e Colômbia, além de Portugal e de parcerias no Gana e no Japão.

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