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Aumento do salário mínimo. Governador do Banco de Espanha pede prudência

O Governador do Banco de Espanha, Pablo Hernández de Cos, pediu hoje "prudência", advertindo sobre o impacto negativo no emprego da subida em 15 euros do salário mínimo, para 965 euros, decidida pelo Governo espanhol.

Aumento do salário mínimo. Governador do Banco de Espanha pede prudência
Notícias ao Minuto

15:37 - 17/09/21 por Lusa

Economia Espanha

Hernández de Cos apelou para "um certo grau de prudência relativamente a qualquer decisão" que afete o salário mínimo, dado que a recuperação económica é "heterogénea" e não afeta todos os sectores produtivos da mesma forma.

O Ministério do Trabalho espanhol e as principais confederações sindicais do país (União Geral dos Trabalhadores e Comissões Obreras) chegaram na quinta-feira a acordo para aumentar o salário mínimo, com efeitos a partir de 01 de setembro último, em 15 euros por mês, para 965 euros brutos.

Num evento numa escola de negócios em Barcelona, questionado sobre esta questão, o governador do Banco de Espanha disse que o aumento do salário mínimo "provou ser útil" na luta contra a desigualdade nas economias mais avançadas, mas, segundo ele, a "evidência" também mostra que "pode ter alguns efeitos secundários", tais como "efeitos moderados negativos no emprego".

Segundo Pablo Hernández de Cos, podem ser afetado "mais significativamente" os trabalhadores com empregos de menor produtividade (os mais jovens e os com mais de 45 anos).

Em relação à situação atual, o governador do Banco de Espanha advertiu que "a recuperação é bastante heterogénea: mais lenta" no setor dos serviços do que noutros, e também entre as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), nas quais "o impacto do salário mínimo obrigatório é particularmente elevado".

Em qualquer caso, salientou que "se houver um compromisso político no sentido de um aumento gradual do salário mínimo obrigatório e se os seus efeitos secundários forem aceites, o foco deve ser colocado na formação e no aumento da produtividade", como forma para "minimizar os efeitos potencialmente negativos" desta medida.

Hernández de Cos também indicou que é necessária mais investigação sobre os efeitos do aumento do salário mínimo obrigatório, uma vez que existem análises sobre o impacto a curto prazo, mas não sobre o longo prazo.

Leia Também: UGT quer salário mínimo de 1.000 euros em 2028

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