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Ex-ministra nega relação entre saída limpa e conhecimento sobre BES

A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque negou hoje no parlamento qualquer ligação entre a saída 'limpa' do programa de assistência financeira da 'troika' e o conhecimento dos problemas no Banco Espírito Santo.

Ex-ministra nega relação entre saída limpa e conhecimento sobre BES
Notícias ao Minuto

13:46 - 01/04/21 por Lusa

Economia Novo Banco

Questionada pela deputada Cecília Meireles (CDS-PP) acerca da "acusação que tem sido recorrente em relação ao Governo de então [PSD/CDS-PP], e sobretudo em relação à senhora ministra e ao seu ministério, de que a situação no BES era conhecida há muito tempo e que só foi revelada a determinada altura do tempo para que fosse ter uma saída 'limpa'", a antiga governante rejeitou.

"É mentira, objetivamente", respondeu Maria Luís Albuquerque, que está a ser ouvida na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

Em maio de 2014, "era público que havia cada vez mais nota de preocupações relacionadas com o universo Espírito Santo, e julgo que essa matéria está hoje ainda mais clara do que estava naquela altura", acrescentou.

A ex-responsável pela pasta das Finanças do Governo PSD/CDS-PP disse que "desde o final de 2013 que o Banco de Portugal tinha aumentado o seu nível de intervenção junto do Banco Espírito Santo, que tinha imposto medidas adicionais, que se tinha tornado mais exigente, houve um novo aumento de capital".

No entanto, à data, "a situação do banco estava defendida por aquilo que eram as medidas que tinham sido postas em prática, havia uma margem ou uma almofada de capital de 2,1 mil milhões de euros no BES que permitiria fazer face aos riscos da exposição ao grupo mesmo que eles se materializassem".

"Aquilo que mudou e fez a diferença fundamental naqueles dias, naquelas duas semanas de resolução, mas que foi aquela fase final, foi que de facto todos os riscos que eram conhecidos e que se materializaram teriam sido absorvíveis por essa almofada de capital 2,1 mil milhões", afirmou.

No entanto, "apareceram surpresas", referindo-se Maria Luís Albuquerque a "coisas que foram feitas à revelia daquilo que o Banco de Portugal tinha determinado, e que foram descobertas pelos auditores naquelas duas últimas semanas, e foi isso que precipitou a queda do banco".

"Nada disso era pensável, imaginável, em maio", pelo que "na altura em que se equacionou se Portugal deveria ou não solicitar a disponibilidade de uma linha cautelar preventiva para acompanhar a saída do programa [da 'troika], a questão do Banco Espírito Santo nunca se colocou como condicionante", referiu.

Mais tarde na audição, o deputado João Paulo Correia (PS) referiu uma série de documentos apresentados por Ricardo Salgado, ex-líder do BES, acerca de problemas no GES e no BES e mudanças na governança da instituição bancária, bem como acerca da garantia soberana de Angola sobre o BES Angola.

"Aquilo que me foi sendo transmitido pelo Banco de Portugal, com quem discuti as preocupações, é que as exposições e os riscos estavam devidamente acautelados", e que a questão da garantia soberana estava a ser gerida pelos governadores dos bancos centrais de Portugal e Angola.

O deputado do PS considerou ainda que o alerta do antigo presidente do BPI Fernando Ulrich ao antecessor de Maria Luís Albuquerque, Vítor Gaspar, "invalida a narrativa" de que não havia informação sobre a parte financeira do GES.

"Há uma segunda reunião", já com a ex-ministra, com Ricardo Salgado, no dia 14 de maio, dez dias depois do anúncio da saída 'limpa' da 'troika' e 12 depois da reunião de Salgado com Carlos Moedas, então secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

"A forma como coloca a questão parece que as coisas tinham relação entre si", disse a ex-ministra, negando a relação entre esses acontecimentos.

"O que nós dissemos sempre é que a informação que obtivemos foi de que o problema não teria contágio sobre a área financeira", assegurou a antiga governante.

Leia Também: Novo Banco. Ex-ministra diz que não fixou nenhum teto para capitalização

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