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CGD diz que não costuma dar crédito para compra de carteiras de ativo

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse hoje que o banco não costuma dar créditos a entidades para comprarem carteiras de ativos.

CGD diz que não costuma dar crédito para compra de carteiras de ativo
Notícias ao Minuto

18:53 - 31/07/20 por Lusa

Economia CGD

"Nós não costumamos financiar carteiras, não costumamos ter esse tipo de negócio. Do valor das diferentes carteiras vendidas ao longo destes anos temos um financiamento de 2%", afirmou na apresentação de resultados do primeiro semestre (lucros de 249 milhões de euros no primeiro semestre, menos 41% face ao mesmo período de 2019).

Contudo, explicou, o financiamento que a CGD por regra não faz é na venda das carteiras de ativos, porque quando o banco vende imóveis de forma isolada (apartamentos, por exemplo) financia os clientes para comprarem esses imóveis, tal como fazem os outros bancos.

Macedo disse ainda que "na generalidade das vendas [de carteiras de ativos], a Caixa teve ganhos e não perdas".

O Público noticiou esta semana que a venda pelo Novo Banco de um conjunto de imóveis feita em outubro de 2018 (projeto 'Viriato', como designou o Novo Banco) foi feita a entidades de um fundo registado nas ilhas Caimão em que se desconhecem os donos, com preço significativamente abaixo do registado (os imóveis estavam registados no balanço do banco por 631 milhões de euros e foram vendidos por 364 milhões), tendo o Fundo de Resolução coberto perdas de centenas de milhões de euros.

Além disso, o negócio foi feito com dinheiro que o Novo Banco emprestou ao fundo registado nas ilhas Caimão para este fazer esta aquisição.

Em comunicado, o Novo Banco afirmou que a operação "não foi feita a preços de saldo, mas sim a preços de mercado", e que foi auditada "no ano da sua realização, obteve para parte dos imóveis o acordo expresso do Fundo de Resolução e consta das operações que serão revistas no âmbito da auditoria especial em conclusão".

O banco liderado por António Ramalho disse ainda que os imóveis vendidos não "causaram prejuízos diretos ao Fundo de Resolução", uma vez que a "generalidade dos imóveis não estão cobertos pelo mecanismo de proteção de capital".

Sobre o crédito ao fundo para a compra dos imóveis, disse o banco que esse foi feito "de acordo com as melhores práticas de mercado" e com "hipoteca dos bens até à amortização da dívida".

O Novo Banco divulgou hoje prejuízos de 555,3 milhões de euros no primeiro semestre, um agravamento de 38,8% face ao mesmo período de 2019, e estimou que com base nessas perdas o valor a pedir ao Fundo de Resolução seja de 176 milhões de euros.

Contudo, o valor que o Novo Banco pedirá ao Fundo de Resolução relativo a 2020 só é apurado no final de 2020 e deverá ser maior já que incluirá o que se passará no segundo semestre deste ano.

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