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Europa precisa de orientar investigação científica para "economia verde"

A União Europeia é responsável por um quinto da investigação científica de topo mundial, mas precisa de a orientar para satisfazer o mercado e cumprir o Pacto Ecológico Europeu, segundo um relatório da Comissão Europeia hoje divulgado.

Europa precisa de orientar investigação científica para "economia verde"

Na avaliação bianual sobre o desempenho europeu em Ciência, Investigação e Inovação, invoca-se o atual contexto da pandemia de covid-19 e a crise económica que desencadeou e destaca-se que "a investigação e inovação podem contribuir diretamente para uma retoma que cumpra o Pacto Ecológico Europeu".

"A Europa deve esforçar-se para que a sua recuperação económica seja realmente transformadora investindo em massa em soluções científicas e inovadoras que acelerem a transição que o planeta e a sociedade precisam".

A transformação deverá ir no sentido de uma economia circular, com menos desperdício, e com baixas emissões de dióxido de carbono para conseguir o objetivo de neutralidade carbónica em 2050, como se define no Pacto, defende a Comissão.

Os setores agroalimentar, energético e dos transportes precisam de uma "transformação profunda", defende-se no relatório.

Para isso, a Comissão faz várias recomendações, como acabar com as disparidades entre habilitações profissionais, regiões e países, uma vez que "a União Europeia convergiu nos resultados económicos, com muitos países a recuperarem desde 2000, mas o crescimento económico em muitos países do centro, leste e sul abrandaram na década a seguir".

Países como a China tiveram nos últimos anos uma "ascensão impressionante" e a Europa arrisca-se a ficar para trás: apesar de ser responsável por "quase 20% da investigação e desenvolvimento tecnológico com menos de 07% da população mundial, fica atrás dos concorrentes" em categorias como o investimento e na iniciativa privada.

"Por cada empresa privada emergente na União Europeia, há oito nos Estados Unidos e quatro na China" (Comissão Europeia)Para manter o seu estatuto de "potência científica", o movimento de investigadores e conhecimento precisa de continuar a ser livre entre os países da União, com uma "Área Europeia de Investigação" em que se reforce o investimento e a mobilidade.

Embora a excelência da produção científica europeia seja um dado garantido, "isso não chega", assinala a Comissão, que defende que é preciso "criar valor a partir do conhecimento e transformar os seus resultados em soluções sustentáveis com valor de mercado e benefícios para a sociedade".

Investimento, reformas e legislação devem ser orientados no mesmo sentido para cumprir o pacto, aproveitando recursos como o Horizonte Europa, que destina 100 mil milhões de euros para investimento em investigação e inovação de 2021 a 2024.

Os estados-membros devem ter políticas nacionais que convirjam com a estratégia europeia, nomeadamente em setores como a educação, em que é preciso "acabar com as disparidades entre capacidades profissionais no mercado de trabalho" e aumentar o número de adultos em programas de educação.

A disparidade entre homens e mulheres é outro dos desafios, partindo-se de "uma disparidade entre géneros pronunciada na criação de 'startups' inovadoras" e de menos mulheres presentes na investigação de ponta, como nas áreas da inteligência artificial e tecnologias de informação e comunicação.

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