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Fintech propõem a líderes cartão pré-pago para impulsionar economia

As 'fintech' Loyaltek e Paynovate lançaram o Unity Card, um cartão pré-pago para impulsionar a retoma económica e que pode ser usado para apoiar segmentos da população mais atingidos pela crise, como os comerciantes locais.

Fintech propõem a líderes cartão pré-pago para impulsionar economia
Notícias ao Minuto

15:57 - 14/05/20 por Lusa

Economia Covid-19

As empresas europeias Loyaltek e Paynovate - 'startup' que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro ('fintech') - aliaram-se para propor aos líderes políticos, que estão a avaliar as melhores formas de apoiarem os mais necessitados e de preparar o relançamento das economias na Europa, "uma forma simples, rápida e direcionada das autoridades concederem ajuda económica humanitária e relançarem a economia".

O Unity Card, esclarecem as empresas, em comunicado, permite que o apoio financeiro chegue rapidamente aos cidadãos e pode ser customizado para utilização numa determinada área geográfica, por exemplo, dentro de um único concelho, bem como num determinado tipo de lojas ou de empresas pré-determinadas, neste caso aquelas que foram forçadas a fechar durante a atual crise, como hotéis, restaurantes, bares, cabeleireiros.

"É um instrumento perfeito para estimular a economia local e evitar que o dinheiro desapareça em 'websites' de comércio eletrónico estrangeiros, seja enviado para a família no estrangeiro, ou/e seja investido em poupanças", defendem os promotores do projeto.

"Em toda a Europa as autoridades locais, regionais e nacionais estão à procura de formas que permitam mitigar os efeitos resultantes do confinamento obrigatório, que possibilitem preparar o regresso à vida normal e à recuperação económica, quer se trate de apoiar os comerciantes que tiveram de fechar os seus negócios, ou de ajudar uma mãe a alimentar os seus filhos", refere, na mesma nota, o fundador e presidente executivo da Loyaltek, Robert Masse.

"Mas o tempo está a esgotar-se, e coloca-se a questão de como alocar os recursos o mais rápida e eficientemente possível, evitando quaisquer riscos de fraude e garantindo que o dinheiro público serve o seu propósito: criar situações vantajosas para todos beneficiando a sociedade ao mesmo tempo", acrescenta.

O Unity Card pode ser carregado e recarregado com qualquer quantia que se pretenda e funciona como um cartão de débito normal nos terminais de pagamento, explicam os promotores.

O período de validade pode ser adaptado em função das necessidades e dos apoios a atribuir.

As autoridades emissoras, como, por exemplo, as autarquias, poderão monitorizar, analisar, gerir e até ajustar a forma como os seus cartões estão a ser utilizados.

As autarquias que quiserem aderir ao sistema do cartão pré-pago recebem gratuitamente os primeiros 5.000 Unity Card.

Os promotores do projeto lembram que, em 2018, entregaram 12.000 cartões ao Programa Mundial de Alimentação, para ajuda humanitária, e também na altura da crise migratória, foram distribuídas dezenas de milhares de cartões às autoridades locais alemãs para que pudessem gerir os subsídios dos refugiados sírios, "permitindo-lhes responder às suas necessidades mais básicas através de compras junto dos comerciantes locais".

De acordo com aquelas 'fintech', foram já encomendados mais de um milhão de cartões.

O "Grande Confinamento" levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Para Portugal, o FMI prevê uma recessão de 8% e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020.

Já a Comissão Europeia estima que a economia da zona euro conheça este ano uma contração recorde de 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB), como resultado da pandemia da covid-19, recuperando apenas parcialmente em 2021, com um crescimento de 6,3%.

Para Portugal, Bruxelas estima uma contração da economia de 6,8%, menos grave do que a média europeia, mas projeta uma retoma em 2021 de 5,8% do PIB, abaixo da média da UE (6,1%) e da zona euro (6,3%).

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