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Wall Street fecha em baixa com desemprego a predominar

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa uma sessão de altos e baixos, com os números piores do que previsto sobre o emprego nos EUA a relegar para segundo plano a subida do preço do petróleo.

Wall Street fecha em baixa com desemprego a predominar
Notícias ao Minuto

22:32 - 03/04/20 por Lusa

Economia Wall Street

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 1,69%, para os 21.052,53 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq recuou 1,53%, para as 7.373,08 unidades, e o alargado S&P500 desvalorizou 1,51%, para as 2.488,61.

Os operadores de mercado foram apanhados desprevenidos pelas estatísticas oficiais sobre o emprego nos EUA, primeiro reflexo dos efeitos devastadores da crise sanitária que paralisa uma boa parte da economia internacional desde há várias semanas.

A taxa de desemprego, que tinha caído em fevereiro para 3,5%, o nível mais baixo em 50 anos, subiu para 4,4%.

Cerca de 701 mil empregos foram destruídos no mês, algo inédito desde março de 2009, quando se vivia então em plena crise financeira.

O custo deve ainda aumentar mais, um vez que o relatório não inclui as duas últimas semanas, que viram cerca de 10 milhões de pessoas a inscreverem-se para o subsídio de desemprego.

"Os números sobre os pedidos semanais de subsídio de desemprego [publicados na quinta-feira] já eram impressionantes. Mas o relatório mensal sobre o emprego ainda mais surpreendeu os investidores porque sugere que os despedimentos começaram mais cedo do que previsto", destacou Quincy Krosby, da Prudential Financial.

"A questão é agora a de avaliar a severidade e a dimensão da recessão, e de saber se os investidores já incorporaram todas as más notícias", acrescentou.

"Se ainda o não tiverem feito, é de esperar um outro movimento de baixa", previu esta analista.

No conjunto da semana, o Dow Jones cedeu 2,7%, o Nasdaq recuou 1,7% e o S&P500 perdeu 2,1%. Mas os três índices tinham tido acentuadas subidas na semana anterior, com o Dow Jones a registar a sua maior subida semanal desde 1931.

Apesar desta desvalorização, a sessão de hoje tinha começado em alta, graças à recuperação dos preços do petróleo.

O barril WTI, cotado em Nova Iorque, que tinha caído no início da semana para o nível mais baixo desde 2002, subiu hoje 12%, depois de ter ganhado 25% na quinta-feira.

Os investidores esperam que uma reunião do grupo OPEP+, que junta os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo com outros produtores relevantes, prevista para segunda-feira, conduza a uma redução da produção.

Esta eventualidade dá algum alívio a numerosas empresas nos EUA, que são o maior produtor de petróleo do mundo, atingidas em pleno pela queda dos preços.

"Se os preços continuarem muito baixos, podem existir prejuízos colaterais importantes nas zonas onde a produção do petróleo de xisto é importante, como o Texas, sobre o emprego, designadamente", sublinhou Krosby.

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