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Crédito Agrícola disponível para conceder moratórias em créditos

O Crédito Agrícola vai permitir moratória no pagamento de créditos de famílias e empresas e disponibilizou financiamento para fundo de maneio de empresas, informou hoje em comunicado.

Crédito Agrícola disponível para conceder moratórias em créditos
Notícias ao Minuto

16:50 - 25/03/20 por Lusa

Economia Covid-19

A instituição financeira indicou que, nas moratórias dos créditos, pode ser concedida a carência de capital ou a prorrogação do fim do prazo de pagamento do empréstimo até 12 meses (pode haver soluções mistas mas mantendo-se o máximo de 12 meses).

A moratória é válida para empréstimos em situação regular (sem incumprimento) de famílias (crédito à habitação, crédito ao consumo) ou de empresas ( crédito para investimento, crédito para tesouraria).

O banco anunciou ainda o lançamento de uma linha de crédito para fundo de maneio, destinada a empresas e empresários em nome individual, para "pagamento de salários, encargos com a manutenção da atividade, pagamento a fornecedores" no montante máximo de financiamento de 100 mil euros.

O Crédito Agrícola disponibiliza ainda a Linha de Crédito Capitalizar 2018 Covid-19, garantida pelo Estado, com um montante global de 200 milhões de euros e limite de 1,5 milhões de euros por empresa e por linha específica.

Os bancos que operam em Portugal têm avançado com algumas medidas destinadas a empresas e famílias, para fazer face aos impactos do surto de covid-19, tendo Caixa Geral de Depósitos (CGD), Santander Totta e BPI admitido conceder moratórias no pagamento de créditos.

Contudo, aguarda-se um pacote mais amplo relativo ao setor financeiro, com medidas como suspensão de pagamento de créditos por famílias e empresas afetadas nos seus rendimentos por parte importante da economia estar paralisada.

Na segunda-feira, à saída de uma audição com o Presidente da República, o ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou que as medidas "já começaram a ser tomadas e ganharão corpo ao longo desta semana, com a publicação do diploma que enquadra as moratórias bancárias a créditos que tenham a sua materialização ao longo do próximo trimestre".

Segundo informações obtidas pela Lusa, a expectativa é que esta semana fique definido em legislação as condições das moratórias de crédito (condições de acesso, período de vigência ou entidades a que se destinam).

Do lado dos bancos, estes querem perceber as implicações de concederem essas moratórias, nomeadamente nos seus rácios de crédito malparado e, logo, no capital, assim como se haverá garantias de Estado.

Os bancos consideram ainda que as linhas de crédito garantidas pelo Estado no valor total de 3.000 milhões de euros, para financiar necessidades de tesouraria e fundo de maneio de empresas, são muito pouco face ao que será necessário para sustentar a economia perante a grave crise provocada pela covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de mais de 19.000.

Em Portugal, já foram registadas 43 mortes e 2.995 infeções, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras, entre os quais Portugal, o que implica a paralisação de grande parte da atividade económica com efeitos severos no rendimento das famílias e das empresas.

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