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"Imagino que se esperem milagres mas, na realidade, não os faço"

Pedro Nuno Santos realçou a ação do Executivo ao longo das duas greves dos motoristas que ameaçaram parar o país.

"Imagino que se esperem milagres mas, na realidade, não os faço"

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, foi entrevistado na TVI24 na noite desta quinta-feira, com as greves dos motoristas de matérias perigosas a serem o tema principal.

Questionado sobre se assumia que falhou como mediador nesta crise, o ministro referiu que "não", uma vez que não estamos em greve: "Em quatro meses já vamos no quarto pré-aviso de greve. É um trabalho de negociação permanente quase. Desde abril que estamos a fazer este trabalho de negociação com este sindicato."

"Eu imagino que se esperem milagres mas, na realidade, não os faço", referiu, ressalvando que "aquilo que o Governo pode fazer é promover o encontro das partes" e tentar desbloquear o processo.

Se a mediação não falhou, o que falhou? "As greves existem, fazem parte da nossa democracia, e não podemos entender que sempre que há uma greve é porque algo correu mal. Obviamente que o Estado não faz a mediação de todas as greves sempre que há um conflito laboral. O que acontece com esta é que teve um impacto tremendo na vida dos portugueses", revelou o ministro do Executivo de Costa, recordando que "foi possível haver acordos com dois sindicatos". 

Sobre a exigência de pré-condições de uma das partes que queria uma mediação, o ministro referiu que tem sempre "de ter cuidado com as palavras" uma vez que "não quer ser um problema" na futura resolução do conflito: "O meu compromisso é com o povo português e com a verdade". Recorde-se que o processo de mediação do Governo caiu por terra, uma vez que o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) não abdicou de algumas pré-condições. 

"O processo de mediação só seria verdadeiro, realista e viável se as duas partes avançassem para ele de forma livre e sem pré-condições", continuou, acrescentando que "se aceitamos entrar num processo de mediação e o desejamos, as pré-condições ou são aceites pela outra parte ou apenas vão servir de bloqueio a que mediação se faça. Que foi o que aconteceu, infelizmente". 

Já sobre as críticas à ação do Executivo nesta crise, Pedro Nuno Santos foi perentório: "O Governo em abril foi criticado porque agiu tarde e em agosto é criticado porque agiu de forma musculada. Isso é extraordinário porque transformamos a política num exercício cínico". 

Quanto à participação de Pedro Pardal Henriques nas legislativas, o ministro referiu que não ficou surpreendido. "Já são quatro meses a falar com ele portanto não me surpreendeu".

Saliente-se que os motoristas de matérias perigosas vão voltar à greve entre os dias 7 e 22 de setembro, mas desta vez só aos fins de semana e trabalho extraordinário, tal como anunciou o sindicato na quarta-feira.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que levou o Governo a adotar medidas excecionais para assegurar o abastecimento de combustível, terminou no domingo, ao fim de sete dias de protesto, depois de o SNMMP, que se mantinha isolado na paralisação desde quinta-feira à noite, a ter desconvocado.

Por sua vez, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias desvinculou-se da greve ao quarto dia, na quinta-feira à noite, e vai regressar às negociações com o patronato em 12 de setembro.

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