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Economistas do FMI contra política de aumento de tarifas e juros baixos

- A guerra comercial da administração norte-americana contra a China com tarifas punitivas e uma desvalorização do dólar não permitirão resolver os desequilíbrios comerciais, advertiram hoje três economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Economistas do FMI contra política de aumento de tarifas e juros baixos
Notícias ao Minuto

16:39 - 21/08/19 por Lusa

Economia FMI

A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, e dois colegas afirmam num artigo no blogue do FMI que a política económica norte-americana é contraproducente e vai abrandar a economia mundial.

As taxas alfandegárias "vão ter um impacto negativo tanto na economia norte-americana como mundial, minando a confiança das empresas e o investimento e desorganizando as cadeias de abastecimento com um aumento dos custos para produtores e consumidores", referem os autores.

"É improvável que as tarifas bilaterais mais altas reduzam os desequilíbrios comerciais porque essencialmente desviam o comércio para outros países", disseram Gopinath, Gustavo Adler e Luis Cubeddu.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem feito da redução do défice comercial uma das suas prioridades, em particular com a China, que tem retaliado com medidas idênticas.

Até meados de dezembro, no total, 550 mil milhões de dólares de bens importados da China devem ser atingidos por taxas entre 10% e 25%.

Os três economistas também refutam uma outra ideia defendida por Trump: desvalorizar o dólar torna os produtos norte-americanos mais competitivos.

As estratégias para enfraquecer a divisa de um país "são difíceis de aplicar e muitas vezes são ineficazes", sublinham os economistas, acrescentando que pressionar o banco central para baixar as taxas de juro também não vai permitir atingir os objetivos desejados.

Donald Trump tem atacado sucessivamente a Reserva Federal (Fed), acusando-a de travar o crescimento económico ao aumentar as taxas de juro "muitas vezes e demasiado depressa".

O Presidente, que já está em campanha para um segundo mandato, reclama uma descida de um ponto percentual na principal taxa da Fed para impulsionar a competitividade e o crescimento.

"O dólar mais forte da História, muito difícil para as exportações. Sem inflação", escreveu hoje de novo no Twitter, numa altura em que a moeda norte-americana está longe dos seus níveis mais elevados.

Para os economistas do FMI, "é preciso não cair na ilusão de que ao baixar as taxas de juro se enfraquece uma divisa o suficiente para permitir melhorar de forma duradoura a balança comercial".

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