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Inquérito à CGD. Constâncio regressa ao Parlamento a 18 de junho

O antigo vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, vai regressar ao Parlamento, no âmbito da audição à Caixa Geral de Depósitos.

Inquérito à CGD. Constâncio regressa ao Parlamento a 18 de junho

O antigo vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, vai regressar ao Parlamento, no âmbito da audição à Caixa Geral de Depósitos, no dia 18 de junho, apurou o Notícias ao Minuto junto de fonte da Comissão. 

A notícia, saliente-se, foi avançada pelo Expresso e dá conta que a data, proposta pelos deputados, recebeu o 'ok' de Constâncio. 

Quer isto dizer que daqui a uma semana decorre a segunda audição de Vítor Constâncio, na qual os deputados podem voltar a confronta-lo sobre o papel que desempenhou quando a CGD emprestou 350 milhões de euros a José Berardo

Na base da polémica está o facto de o jornal Público ter revelado documentos, a que posteriormente a Lusa também teve acesso, que mostram que a operação de entrada de Joe Berardo no BCP tinha sido autorizada pelo BdP, mesmo sabendo que as verbas necessárias para essa operação provinham de um crédito de 350 milhões de euros contraídos junto da CGD.

Segundo esses documentos, dois membros da supervisão bancária do BdP, Carlos Nunes e Virgílio Mendes, assinaram uma carta em que se pode ler que "o Conselho de Administração do Banco de Portugal, em sessão de 21 de agosto de 2007, deliberou não se opor à detenção por parte da Fundação José Berardo de uma participação qualificada superior a 5% e inferior a 10% no capital social do Banco Comercial Português SA e inerentes direitos de voto".

É essa reunião realizada em 21 de agosto que Vítor Constâncio vem agora dizer que não participou.

Numa cópia do extrato da ata da referida reunião, a que a Lusa teve acesso, pode confirmar-se que a mesma foi presidida pelo vice-governador José de Matos, tendo estado ainda presentes, o vice-governador Pedro Duarte Neves, e os administradores Manuel Sebastião e Silveira Godinho e ainda, em representação do Conselho de Auditoria, Sérgio Nunes.

Recorde que, em 2015, segundo uma auditoria da EY à CGD, a exposição do banco público à Fundação José Berardo era de 268 milhões de euros, depois de uma concessão de crédito de 350 milhões de euros para compra de ações no BCP, dando como garantia as próprias ações, que desvalorizaram consideravelmente e geraram grandes perdas para o banco.

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