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BPI rejeita "concorrência desleal" por cobrar transferência no MB Way

O presidente executivo do BPI, Pablo Forero, rejeitou hoje que seja "concorrência desleal" cobrar transferências através do MB Way, enquanto mantém gratuitas estas operações na sua aplicação.

BPI rejeita "concorrência desleal" por cobrar transferência no MB Way
Notícias ao Minuto

13:28 - 02/05/19 por Lusa

Economia Pablo Forero

"Fazer uma concorrência desleal com a SIBS, que é uma companhia que é propriedade dos bancos, bom, acho que devíamos retirar o desleal", disse hoje Pablo Forero na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do BPI, em resposta a uma pergunta sobre se a cobrança de transferências por parte do BPI no MB Way não constitui uma situação de concorrência desleal face à SIBS, que desenvolveu a aplicação.

"O que é interessante aqui é perceber que a SIBS não está pensada para ser um concorrente dos bancos, está pensada para ajudar os clientes e os bancos, não para concorrência", reforçou.

O presidente executivo do banco detido pelo espanhol CaixaBank assumiu que o BPI teve "um problema de comunicação" sobre o assunto, e que "com o tempo as pessoas vão perceber que não é um assunto difícil", explicando que "as transferências MB Way de um cliente do BPI feitas através da aplicação do banco BPI são grátis".

"A aplicação do BPI já tem o MB Way" incorporado, e "isso continua a ser grátis", acrescentou.

Pablo Forero disse ainda que o BPI não espera ganhar "praticamente nada" com a cobrança de transferências na aplicação MB Way, uma vez que os clientes do banco vão poder fazê-las gratuitamente na aplicação do banco.

"Só por erro é que alguém as fará por MB Way", assinalou, explicando que a decisão do banco tem como objetivo "reforçar" a aplicação do BPI.

Mais tarde, o administrador do BPI José Pena do Amaral disse ainda que "os bancos contribuíram para o desenvolvimento da plataforma [MB Way] da SIBS", que "ao estimularem os pagamentos por MB Way nas suas aplicações estão a gerar tráfego na própria plataforma MB Way", e que "o custo da transferência bancária é assegurado pelos bancos", o que desmente a ideia de "concorrência desleal".

O lucro consolidado do BPI no primeiro trimestre foi de 49,2 milhões de euros, uma quebra de 60% relativamente ao período homólogo do ano passado, segundo os resultados hoje comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco liderado por Pablo Forero explica que para este resultado contribuiu o lucro líquido da atividade registada em Portugal, que atingiu os 45,5 milhões de euros (92,5% do resultado consolidado).

Explica ainda que o resultado consolidado se deve, em grande medida, ao impacto positivo de dois factos não recorrentes ocorridos no primeiro trimestre do ano passado: venda da participação na Viacer e reversões de imparidades de 11 milhões de euros.

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